Ruben Fontes Neto

Os oito quadrifinalistas da Série A2 foram definidos e agora buscam o acesso ao Paulistão. No geral, os classificados estão acostumados a disputar fases decisivas da Série A2 e acumulam muitos acessos na história. A exceção é o Atibaia, fundado em 2005 e que pela primeira vez chega tão perto da elite.

O XV de Piracicaba é o ‘rei’ da divisão. A equipe ganhou a segunda divisão nas duas primeiras disputas profissionais (1947 e 1948), sendo o pioneiro da Lei do Acesso, como menciona o seu hino. Também foi campeão em 1967, 1983 e 2011 – divide com o Santo André o posto de mais vezes vencedor do torneio – e subiu também em 1994. Nos últimos três anos, porém, bateu na trave e perdeu na semifinal. Está em sua 19ª participação na Série A2.

O adversário do XV será o Oeste, que também tem bom aproveitamento na A2. O time disputa a divisão pela 10ª vez e já conquistou quatro acessos: 2003 (campeão), 2008, 2015 e 2018. No ano passado foi rebaixado da Série A1 e tenta o bate-volta.

Mesma situação vive o Água Santa. Na Série A2 pela quinta vez em sua história, o time busca o seu terceiro acesso. Subiu em 2015 e 2019 – nesse ano, beneficiado pelo rebaixamento do Red Bull Brasil ao virar time B do Bragantino -, porém foi rebaixado nas duas vezes que disputou a elite.

A Portuguesa será a adversária do Água Santa. Um dos mais tradicionais times paulistas, a Lusa conquistou o acesso e o título em 2007 e 2013. Desde 2016, porém, disputa de forma contínua o segundo escalão, tendo como melhor desempenho as quartas de final em 2020.

Entre os quadrifinalistas, quem tem mais participações na divisão é o Rio Claro. O Galo Azul joga o torneio pela 28ª vez. Sem sucesso no século XX, o time é um dos que mais conquistaram acessos recentemente. Na Série A2, subiu em 2006, 2009 e 2013. Nos últimos anos também vem frequentando o top-8, perdendo o acesso na semi de 2017 e parando nas quartas em 2019.

O time rio-clarense irá enfrentar o Red Bull Brasil. A equipe disputa a divisão pela sexta vez, mas em situação diferente. Entre 2011 e 2014, jogava pelo acesso e disputou o quadrangular decisivo em 2013 (falhou) e 2014 (subiu). Retornou para a Série A2 em 2020 após se transformar no time B do Bragantino – a empresa comprou o time de Bragança Paulista e por questões legais teve que escolher uma equipe para ser rebaixada – e é ‘café com leite’ na disputa, já que não pode conquistar o acesso.

O último confronto é entre São Bernardo FC e Atibaia. A equipe do ABC joga a Série A2 pela sétima vez e busca o terceiro acesso após subir em 2010, retornar e ser campeã em 2012. Rebaixada em 2017, chegou na semifinal da Série A2 em 2018 e 2020, mas não conseguiu a volta. O Atibaia, por sua vez, está apenas em seu terceiro ano de segunda divisão e pela primeira vez chega no mata-mata.

Nota: o número de acessos na Série A2 sofreu variações durante os anos. Abaixo, listamos o número disponível para as edições deste século e como eles foram disputados.

2001: 2 (Pontos corridos. Posteriormente subiram mais três em virtude da criação do Rio-São Paulo)
2002-2003: 1 / 1 (Em sistema eliminatório. Depois havia disputa de playoff entre o vice da A2 e um time da A1)
2004: 1 (Quadrangular)
2005 a 2015: 4 (Entre 2005 e 2013 eram dois quadrangulares, depois pontos corridos)
2016-2021: 2* (Em sistema eliminatório. Em 2017 e 2018 não houve quartas de final)

*em 2019, houve três acessos devido ao rebaixamento do Red Bull Brasil após a compra do Bragantino

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