SÉRIE A3: LINENSE E PRIMAVERA VENCEM FORA E RETORNAM PARA A SÉRIE A2

Estão definidos os acessos da Série A3 2021. Linense e Primavera fizeram história, venceram Nacional e Votuporanguense, respectivamente, fora de casa e estão de volta à Série A2 do Campeonato Paulista.

O acesso do Linense foi reflexo da campanha da equipe. Nos últimos sete jogos, a equipe não conseguiu vencer em casa. Fora de casa, porém, o time sentia-se a vontade e venceu pela sétima vez consecutiva no jogo que valeu o acesso (clique aqui e veja o gol). O time de Lins, que esteve presente na Série A2 de 1948, a primeira que valeu acesso, retorna à divisão após dois anos afastado. Em 2022, o time tentará retornar para a elite em que disputou pela última vez em 2018. Entre os times que caíram e conseguiram voltar para o Paulistão, o Linense é quem teve o maior hiato (1957 a 2011).

O Primavera tem um novo atleta para chamar de herói: Daniel Bonassa. Na primeira partida, o time perdia por 2 a 1, quando ele empatou o jogo aos 38 do segundo tempo. No jogo decisivo, a equipe de Indaiatuba precisava da vitória e o camisa 8 acertou um belo cabeceio (veja aqui) para fazer o gol do acesso. O clube tricolor volta para a Série A2 após 34 anos, alguns deles inativos, e agora tentará o inédito acesso para o Paulistão.

TÍTULO DO SÃO BERNARDO FC MANTÉM DOMÍNIO DO ABC NA SÉRIE A2

O São Bernardo FC venceu pela segunda vez na sua história a Série A2 do Campeonato Paulista. Após garantir o acesso, o time de São Bernardo do Campo venceu o Água Santa, de Diadema, nos pênaltis após empates em 0 a 0 e 2 a 2 nas duas partidas da final.

O título do aurinegro mantém o domínio do ABC na Série A2 do campeonato Paulista. Desde 2016, essa é a quinta conquista. Apenas em 2017, com o Guarani, as cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul não fizeram os campeões. Em 2022, o São Caetano jogará para manter a sequência, já que foi rebaixado no Paulistão um ano após seu último título.

Confira abaixo a lista de campeões da Série A2:

CAMPEONATO BRASILEIRO: FUTEBOL PAULISTA SOMA 52 TÍTULOS EM TODAS AS DIVISÕES

Ruben Fontes Neto

As quatro divisões do Campeonato Brasileiro começaram nesta semana e o futebol paulista conta com 17 representantes em busca dos títulos nacionais de 2021. Na história, são 52 conquistas dos clubes de São Paulo, com 18 equipes diferentes, e a liderança do ranking geral em todos os torneios.

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SÃO BERNARDO FC FINALMENTE ULTRAPASSA SEMIFINAL E VOLTA PARA A SÉRIE A1

O São Bernardo FC está de volta à elite paulista após quatro anos. Desde o rebaixamento de 2017, o São Bernardo FC sempre se mostrou um dos favoritos a retornar. Após perder na semifinal em 2018 (para o Oeste) e 2020 (para o São Bento), o time do ABC finalmente conseguiu ultrapassar a fase e, além de chegar à final, garante seu retorno para a primeira divisão.

Fundado neste século, o São Bernardo FC se firmou entre as duas principais divisões do futebol paulista, conquistando agora o terceiro acesso para a elite em sua história. Confira a linha do tempo do São Bernardo FC:

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ÁGUA SANTA CONQUISTA SEU QUINTO ACESSO EM NOVE ANOS

O Água Santa está de volta ao Paulistão. O time de Diadema levou a melhor sobre o Rio Claro após dois jogos – 2×0 e 2×2 – e retorna para a elite um ano após a sua queda. Com apenas nove temporadas disputadas, o clube chega ao seu quinto acesso, o terceiro para a Série A1.

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SÃO PAULO VENCE PAULISTÃO 2021 E QUEBRA SEU MAIOR JEJUM DE TÍTULOS ESTADUAIS

O São Paulo é o campeão paulista de 2021. A equipe tricolor derrotou o Palmeiras na final por 1 a 0 e conquistou o seu 22º título do Paulistão. A conquista quebra um tabu de 15 anos, o maior da história do clube, e deixa o Tricolor em igualdade com o Santos em número de conquistas.

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SÉRIE A2: OESTE, ÁGUA SANTA E RIO CLARO CONFIRMAM FAVORITISMO; SÃO BERNARO FC ELIMINA O ATIBAIA

Quem foi melhor nos jogos de ida das quartas de final se deu melhor. Rio Claro, São Bernardo FC e Água Santa não repetiram o resultado, mas avançaram. No outro jogo, o Oeste venceu o XV de Piracicaba e confirmou a sua classificação ainda no tempo normal.

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SÉRIE A3: PENAPOLENSE VOLTA PARA A SEGUNDA DIVISÃO APÓS 14 ANOS; NOROESTE E VOTUPORANGUENSE GARANTEM VAGA

A 13ª rodada da Série A3 foi disputada nesta quinta-feira (20) e determinou a classificação antecipada de Noroeste e Votuporanguense. O mais marcante, porém, foi o rebaixamento do Penapolense. Sensação do futebol paulista na década passada, o CAP amargou o terceiro rebaixamento em seis anos e voltará para a Segunda Divisão após 14 temporadas.

Na parte de cima da tabela, a surpresa do dia foi a derrota do Linense para o Barretos. O time de Lins conseguiria a classificação antecipada se tivesse feito a lição de casa, mas acabou caindo para o quarto lugar, ultrapassado justamente pelo adversário.

A liderança segue com o Noroeste, que contra o frágil Batatais poupou seus principais jogadores, mas venceu por 2 a 1. O Votuporanguense tem a mesma pontuação, mas menos vitórias. Nesta rodada, chegou ao 12º jogo sem derrota ao vencer o Olímpia. Tanto Norusca quanto CAV foram beneficiados pelos tropeços do Nacional e do Bandeirante para se garantirem na próxima fase.

Rebaixamento
O Penapolense é o primeiro rebaixado no campeonato. Ainda sem vencer – a última vitória foi em 19 de agosto de 2020, pela Série A2 –, o time de Penápolis volta para a Segunda Divisão após 14 anos. Após subir em 2007, permaneceu na Série A3 e teve acessos seguidos em 2011 e 2012, chegando à elite estadual. Logo em seu primeiro ano, foi até as quartas de final, onde parou no São Paulo. No ano seguinte, novamente passou de fase e reencontrou o Tricolor, vencendo nos pênaltis, em pleno Morumbi e indo à semifinal, perdida para o Santos de Neymar.

Em 2015, porém, a equipe amargou o rebaixamento na última rodada, quando precisando de um empate foi derrotada pelo São Bento e viu o rival Linense vencer o Red Bull Brasil. O time ainda se manteve cinco anos na Série A2, mas sem nunca lutar pelo acesso. O segundo rebaixamento aconteceu em 2020.

Na Série A3 deste ano, a equipe esteve na zona de rebaixamento desde a primeira rodada e viu a queda ser confirmada após empatar com o Bandeirante. Até o momento são seis pontos somados, todos com empates, além de sete derrotas.

ATIBAIA É A NOVIDADE ENTRE QUADRIFINALISTAS; CONFIRA O HISTÓRICO DE CADA UM NA SÉRIE A2

Ruben Fontes Neto

Os oito quadrifinalistas da Série A2 foram definidos e agora buscam o acesso ao Paulistão. No geral, os classificados estão acostumados a disputar fases decisivas da Série A2 e acumulam muitos acessos na história. A exceção é o Atibaia, fundado em 2005 e que pela primeira vez chega tão perto da elite.

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APENAS O SEGUNDO NA FINAL, CHOQUE-REI DECIDE O PAULISTÃO PELA OITAVA VEZ

Ruben Fontes Neto

São Paulo e Palmeiras são os finalistas do Paulistão 2021. O confronto entre os rivais tricolores e alviverdes ocorrerá apenas pela segunda vez na finalíssima do campeonato. Na primeira, há 29 anos, o São Paulo contou com um show de Raí e levou a melhor. Em outras seis oportunidades o confronto definiu o campeonato, e aí a vantagem é palmeirense, com quatro vitórias contra duas do Tricolor.

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MIRASSOL É O MELHOR DO INTERIOR PELO SEGUNDO ANO SEGUIDO E QUEBRA TABU DE 30 ANOS

Pelo segundo ano consecutivo o Mirassol foi o melhor time do interior no Paulistão. Terceiro colocado no ano passado, o Mirassol terminou em quarto em 2021 e quebrou um tabu que já durava três décadas, já que em 1989 e 1990 o Bragantino foi o último time interiorano a chegar entre os quatro melhores do campeonato em dois anos consecutivos (levantamento de Bruno Miotto).

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SANTOS NÃO FICAVA FORA DO TOP-8 HÁ 18 ANOS; RELEMBRE AS PIORES CAMPANHAS DO TIME NO PAULISTÃO

Ruben Fontes Neto

O Santos está fora das quartas de final do Paulistão em 2021. Ainda correndo risco de rebaixamento, a equipe praiana tenta evitar um vexame ainda maior. A última vez que o time não esteve no top-8 do campeonato havia sido em 2003, quando foi nona colocada. Além destas duas temporadas, o alvinegro ficou abaixo da oitava colocação em mais seis oportunidades.

Entre 1920 e 1923, o Santos ainda não era considerado um dos principais clubes de São Paulo e as classificações mostravam isso. No primeiro ano, o time abandonou o torneio após 10 jogos, quando somava uma vitória e nove derrotas e acabou em 10º na classificação geral. Nos anos seguintes, chegou a fazer o campeonato completo, mas terminou apenas em 10º, 11º e 9º, respectivamente.

A partir de 1923, o Santos começou a se estabelecer, sempre ficando entre os cinco melhores até finalmente conquistar o título em 1935. Após 20 anos de boas campanhas, mas sem título, o Peixe venceu o Paulistão novamente em 1955 e iniciou um período de hegemonia que durou até 1973, com 13 títulos.

O fim da Era Pelé, porém, trouxe problemas para a equipe, que fez sua pior campanha na história em termos de classificação em 1976. Em um torneio de 18 clubes, o Santos ficou em 13º e sequer passou da primeira fase, onde se classificavam 12. Presidido por Modesto Roma, o pai, o time tentou uma virada de mesa, mas não conseguiu.

Em 1982, novamente o Santos ficou fora do top-8, terminando em nono lugar. O torneio foi disputado em dois turnos com os campeões de cada um fazendo a finalíssima. O alvinegro foi 12º no primeiro e ficou em 8º no segundo.

Outra campanha ruim aconteceu em 1991. Com o campeonato dividido em dois grupos, o Santos ficou em sétimo no grupo principal na primeira fase. Os cinco primeiros se classificavam para a segunda fase, juntamente com três do outro grupo, que tinha o São Paulo após a péssima campanha de 1990 (clique aqui e saiba mais). Colocando todos os times em uma classificação geral, o Santos ficou apenas no 14º lugar.

Já em 2003, o Paulistão foi disputado por 21 clubes divididos em três grupos. Os dois primeiros, mais os dois melhores terceiros colocados se classificavam para as quartas de final. Já as 12 piores equipes disputavam um torneio que definiria o rebaixado. Após um turno único dentro do grupo, o Santos ficou em quarto da sua chave, atrás de Portuguesa Santista e Santo André. Em nono lugar na classificação geral, ficou fora das quartas, mas conseguiu escapar de disputar o Torneio da Morte.

Sem chances de classificação, o Santos ainda tem um jogo para fazer em 2021. Na 14ª colocação, o alvinegro corre risco de rebaixamento. Na última rodada tem confronto direto contra o São Bento precisando de um empate para escapar.

HISTÓRIA: HÁ 10 ANOS, FINAL DA SÉRIE A2 REUNIA NOMES CONHECIDOS E TINHA DESFECHO EMOCIONANTE

Há 10 anos, a Série A2 tinha uma de suas melhores finais da história. A decisão entre XV de Piracicaba e Guarani em jogo único confrontou dois dos mais tradicionais times do interior paulista. Em campo, jogadores que fariam história nos anos seguintes. No jogo, empate no tempo normal, prorrogação e título definido apenas nos pênaltis.

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ÁGUA SANTA É O ÚLTIMO INVICTO DE 2021 ENTRE TIMES DAS SÉRIES A1, A2 E A3

O Água Santa é o último invicto do futebol paulista em 2021 considerando os 48 times das três principais divisões do futebol paulista. Após 11 jogos na Série A2, o time de Diadema ainda não foi derrotado. O penúltimo a perder a invencibilidade foi o Desportivo Brasil, superado pelo Barretos na sétima rodada da Série A3, disputada nesta terça-feira (4).

Em 11 jogos realizados até o momento em 2021, o Água Santa venceu sete e empatou quatro. Na próxima rodada terá um desafio importante, já que encara o Oeste, líder da Série A2.

Confira abaixo quando as equipes que disputam as séries A1, A2 e A3 perderam a invencibilidade na temporada 2021:

Desportivo Brasil: 04/05 (6J) – Série A3
Atibaia: 30/04 (9J) – Série A2
Noroeste: 29/04 (4J) – Série A3
Batatais: 29/04 (4J) – Série A3
Oeste: 28/04 (8J) – Série A2
XV de Piracicaba: 28/04 (8J) – Série A2
Rio Claro: 24/04 (6J) – Série A2
São Bernardo FC: 24/04 (6J) – Série A2
Juventus: 20/04 (4J) – Série A2
Palmeiras: 14/04 (6J*) – Série A1
Corinthians: 13/04 (8J**) – Série A1

*inclui jogos da Recopa Sul-Americana e Supercopa do Brasil. Jogo da Supercopa do Brasil foi considerado empate
**inclui jogos da Copa do Brasil

SAIBA QUAIS SÃO AS CINCO CIDADES MAIS POPULOSAS DE SÃO PAULO SEM CLUBES PROFISSIONAIS

Ruben Fontes Neto

Em 2020, o futebol paulista contou com 83 clubes disputando competições profissionais, representando 61 municípios. Outras 69 equipes constam como filiadas à FPF, mas não entraram em campo no ano passado. Há, porém, cidades bem populosas que ainda não tem representantes que possam jogar os torneios da FPF. Conheça as cinco maiores nessa situação:

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BRAGANTINO VOLTA AOS TORNEIOS INTERNACIONAIS APÓS 25 ANOS; CONFIRA CAMPANHAS ANTERIORES

O Bragantino está de volta aos torneios internacionais após 25 anos. Turbinado pelos investimentos da Red Bull, o time de Bragança Paulista terminou o Brasileirão 2020 em 10º lugar e disputará a Copa Sul-Americana 25 anos após a sua última participação na Copa Conmebol, que jogou em três oportunidades.

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FAQ DO DÉRBI RIOCLARENSE: SAIBA TUDO SOBRE O CONFRONTO RIO CLARO X VELO CLUBE

Ruben Fontes Neto

Quem é maior: Rio Claro ou Velo Clube? A pergunta que já dura mais de 100 anos ganhará um novo capítulo nesta terça-feira (20), quando a Série A2 retornará com o dérbi rioclarense como atrativo mais que especial. O 1902futebol preparou um especial com tudo o que você precisa saber sobre o histórico do confronto para, se quiser, responder a pergunta.

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SUPERLIGA DE SÃO PAULO? RELEMBRE QUANDO O INTERIOR PAULISTA SOFREU COM O ELITISMO

A criação da Superliga europeia reunindo 12 dos principais clubes do continente agitou o mundo do futebol. Sem rebaixamento dos fundadores, convites para um grupo exclusivo e muito dinheiro para os envolvidos. A ideia elitista, porém, não é novidade no futebol e mesmo os clubes paulistas menores já sofreram com isso. Confira abaixo algumas das vezes em que criou-se uma ‘Superliga de São Paulo’.

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PALMEIRAS DEIXA A RECOPA SUL-AMERICANA ESCAPAR E PERDE A CHANCE DE IGUALAR OS RIVAIS

O Palmeiras chegou perto, mas perdeu o título da Recopa Sul-Americana. Após vencer a partida de ida contra o Defensa y Justicia, na Argentina, por 2 a 1, o Verdão enfrentou novamente o adversário e saiu na frente, mas tomou a virada e teve o placar devolvido no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Na prorrogação, o time paulista ainda desperdiçou um pênalti. Nas penalidades, o time argentino acertou todas as cobranças e venceu por 4 a 3. Sem o título, o Palmeiras não consegue igualar Corinthians, Santos e São Paulo, que já conquistaram a recopa continental.

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NO DIA DO BEIJO, RELEMBRE A HISTÓRIA DO ‘BEIJOQUEIRO DA COPINHA’

Ruben Fontes Neto

13 de abril é o Dia Mundial do Beijo. No futebol paulista, um dos beijos mais famosos aconteceu na Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2007. Com a camisa do São Bento, Elton Pereira Gomes, o Calé, ganhou os holofotes ao comemorar um gol beijando um outro homem no alambrado do estádio Quintino de Lima, em São Roque.

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SUPERCOPA DO BRASIL: PALMEIRAS PERDE NOS PÊNALTIS A CHANCE DE CONQUISTAR TÍTULO INÉDITO

O Palmeiras enfrentou o Flamengo na decisão da Supercopa do Brasil 2021. No estádio Mané Garrincha, em Brasília, o alviverde marcou logo aos dois minutos, tomou a virada e chegou a empatar, mas viu o adversário vencer por 6 a 5 nos pênaltis. Apesar do revés, o Palmeiras segue como o maior campeão nacional, mas vê o Flamengo se aproximar.

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PAULISTÃO-1991: COMO SÃO PAULO FOI DE ‘REBAIXADO’ A CAMPEÃO

Ruben Fontes Neto

O início dos anos 90 foi uma das épocas mais vitoriosas da história do São Paulo. Campeão da Libertadores e Mundial em 1992 e 1993, o Tricolor ainda faturou o Brasileiro de 1991. No meio das conquistas, o time comandado por Telê Santana ganhou também o Paulistão de 1991. A conquista, porém, até hoje é marcada pelo mito de que a equipe teria caído em 1990. Entenda o que aconteceu e como o São Paulo passou de ‘rebaixado’ a campeão.

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A origem ocorre no Paulistão de 1987, que teve problemas judiciais. A FPF, então, resolveu inchar a elite paulista. De 20 equipes em 1988, o torneio passou para 22 no ano seguinte, 24 em 1990 e, finalmente, 28 em 1991. Para alocar tantos clubes, eles eram divididos em dois grupos. Em um deles, ficavam as equipes consideradas mais fortes, enquanto as restantes integravam a outra chave. Para não repetir os mesmos times, de um ano para outro havia acesso e rebaixamento entre os grupos; Não havia, porém, queda de divisão.

Como o São Paulo foi parar no Grupo B?

Se você acha que o regulamento atual do estadual é confuso, em 1990, era muito mais. Os 24 participantes eram divididos em dois grupos de 12 equipes cada. Apesar disso, na primeira fase, os times jogaram todos contra todos, acumulando 23 jogos.

O regulamento previa que os três primeiros de cada chave avançavam para a fase seguinte, sendo que o campeão de cada grupo garantia vaga na Copa do Brasil de 1991. Por conta disso, Bragantino e Novorizontino, campeão e vice ao final, ficaram de fora do torneio nacional.

Sendo assim, Corinthians, Palmeiras, Bragantino, XV de Piracicaba, XV de Jaú e Ferroviária se classificaram. Outras seis vagas eram dadas para os times que tivessem a melhor campanha, independente da chave. Nesse critério, Ituano, América, Santos, Mogi Mirim e Portuguesa avançaram de forma direta. Com 23 pontos, o São Paulo ficou de fora, mas ainda teve uma segunda chance, já que o regulamento previa uma repescagem entre as outras 12 equipes.

Naquele ano, aconteceu a Copa da Itália. Obviamente, a FPF decidiu seguir com o seu torneio. Enquanto o Brasil se preparava para o Mundial, o São Paulo iniciava então a repescagem para a segunda fase do Paulistão. As 12 equipes foram divididas em dois grupos que jogavam em dois turnos. Apenas o líder de cada seguia no torneio. Após fracassar na fase inicial, o São Paulo novamente não conseguiu a classificação para a segunda fase. Com isso, em 1991, as 14 equipes do Grupo Verde foram os times que chegaram na segunda fase de 1990. Assim, o São Paulo foi parar no Grupo Amarelo.

Caminho facilitado

Após o fiasco de 1990 e um início ruim no Brasileirão, o São Paulo trocou o comando técnico. O uruguaio Pablo Forlán deixou a equipe para a chegada de Telê Santana. Com o novo técnico, o Tricolor foi vice-campeão brasileiro de 1990. No ano seguinte, o calendário se inverteu. O nacional foi disputado no início do ano. O São Paulo foi o campeão em 9 de junho e quando o Paulistão teve início, no dia 24 do mês seguinte, a equipe do Morumbi já era a favorita.

Diferentemente do ano anterior, na primeira fase os times jogavam dois turnos dentro do próprio grupo para definir os classificados. Diante das equipes consideradas mais fracas, o São Paulo não teve dificuldades. Em 26 jogos, foram 17 vitórias, oito empates e apenas uma derrota.

Outra mudança de regulamento foi o número de classificados, que caiu para oito (5 do Grupo Verde e 3 do Grupo Amarelo). Eles foram divididos em dois grupos de quatro. De um lado, Corinthians, Portuguesa, Inter de Limeira e Santo André. De outro, São Paulo, Palmeiras, Guarani e Botafogo.

São Paulo e Palmeiras chegaram empatados em oito pontos na rodada final. O Tricolor tinha três vitórias e dois empates, enquanto o alviverde tinha quatro vitórias e uma derrota – exatamente para o rival. O regulamento, porém, previa que em caso de empates em pontos prevaleceria a melhor campanha na fase anterior. Enquanto palmeirenses questionam a vantagem do rival até hoje, por estar em um grupo mais fraco, os são-paulinos seguraram o empate em 0 a 0 para garantir vaga na decisão contra o Corinthians.

Raí brilha na final

A decisão opôs os finalistas do Campeonato Brasileiro de 1990. Ambas as partidas foram disputadas no Morumbi. No jogo de ida, Raí brilhou e marcou três vezes, dando larga vantagem ao Tricolor contra o Corinthians. O camisa 10, inclusive, foi o artilheiro da competição marcando 20 gols durante a campanha.

O São Paulo só não seria campeão caso perdesse o jogo de volta no tempo normal e também fosse derrotado na prorrogação – não havia saldo de gols –, porém, um empate sem gols coroou a conquista são-paulina.

O time tricolor ainda conquistaria o bicampeonato estadual em 1992, além de iniciar uma série de conquistas internacionais que marcaram a história do clube.

SENSAÇÃO NAS ELIMINATÓRIAS EUROPEIAS, ARMÊNIA JÁ FOI REPRESENTADA NO PAULISTÃO

Ruben Fontes Neto

A Armênia é a grande sensação das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2022. Líderes do Grupo J com 100% de aproveitamento após três jogos, os armênios estão na frente da potência Alemanha e também da Islândia, que esteve na Copa de 2018. Mas vocês sabiam que o país já teve um representante no futebol paulista? Ele disputou o torneio da FPF de 1934, que contava com clubes que não eram profissionais.

Para explicar o campeonato de 1934, porém, é preciso voltar um ano. Em 1933, houve uma ruptura no futebol paulista por conta do profissionalismo. As principais equipes filiadas à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) queriam se profissionalizar já que estavam perdendo jogadores para as ligas estrangeiras. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), porém, era contra.

Mesmo assim, a entidade paulista rompeu com a CBD e, junto com a recém-criada Liga Carioca de Futebol, criou a Federação Brasileira de Futebol (FBF). Juntas, organizaram o primeiro Torneio Rio-São Paulo, reunindo as principais equipes profissionais de cada estado. No Rio de Janeiro, a AMEA, principal organizadora dos campeonatos na época, optou por continuar no amadorismo.

Como contra-golpe, a CBD bancou em São Paulo a criação da Federação Paulista de Futebol – não é a atual FPF – para abrigar os times que quisessem se manter no amadorismo. Com isso, a partir de 1933, o Paulistão novamente teve ‘duas versões’. Na APEA, chamado na mídia de Campeonato Profissional estiveram Palestra Itália, São Paulo, Portuguesa, Corinthians, Santos, São Bento, Ypiranga e Sírio. Pela FPF, o Campeonato Amador, disputaram Albion, União Guarany, São Paulo Railway (atual Nacional), Casale Paulista, Feira Livre, União Vasco da Gama, AA das Palmeiras, Minas Gerais e República.

Em 1934, a APEA teve uma troca nos participantes, com a saída da AA São Bento e a entrada do Clube Atlético Paulista, fusão do Internacional com o Antarctica. Já na FPF, algumas mudanças elevaram o número de times de 9 para 11. Além da Associação Athletica Armênia, Ponte Preta, Hespanha (atual Jabaquara) e Fiorentino (nome utilizado pelo Juventus), foram algumas novidades.

Vale lembrar que a entidade brasileira filiada à Fifa era a CBD, portanto, o campeonato da FPF era o oficial perante as entidades esportivas máximas do Brasil e do mundo. O torneio organizado pela APEA, entretanto, tinha uma cobertura muito mais expressiva da mídia por contar com os times mais populares e vitoriosos.

O Paulista da FPF de 1934

O campeonato da FPF teve início em 20 de maio e foi disputado em turno único. A estreia da Armênia aconteceu na semana seguinte, em seu campo, localizado na Rua Taquary, 124, conforme informa os jornais da época. Curiosamente, o local fica a cerca de 500 metros do estádio da Rua Javari, pertencente ao Juventus. O placar foi favorável por 3 a 2 contra o Ítalo Lusitano.

O time seguiu bem no torneio até o confronto contra o Fiorentino, que nada mais era do que o Juventus. O time da Mooca usava outra nomenclatura, pois era filiado a APEA e não poderia jogar o torneio da FPF com seu nome original. Por razões desconhecidas, a Armênia perdeu de W.O.

De acordo com o livro ‘Os Esquecidos’, a Armênia teria terminado na terceira colocação do campeonato, com 14 pontos ganhos, assim como o Albion, vencedor de 1933. O Fiorentino foi o campeão, com 23, e o Hespanha o segundo, com 15.

Apesar de conquistarem os títulos da FPF, Albion e Fiorentino (ou Juventus) são esquecidos na lista de campeões paulistas, algo que não acontece com o Botafogo, campeão carioca pela AMEA nos dois anos, embora a realidade dois dois estaduais na época fossem bem semelhantes.

Fim da FPF e desaparecimento da Armênia

Sem poder contar com os jogadores que defendiam os times da APEA – exceto quatro atletas do São Paulo que fugiram –, a Seleção Brasileira foi para a Copa do Mundo de 1934 desfalcada. Em seu único jogo, perdeu para a Espanha por 3 a 1. Depois da competição, a CBD resolveu finalmente aderir o profissionalismo e em São Paulo foi criada a Liga Bandeirante de Futebol, com a FPF passando a ser uma sub-liga. O único registro posterior da Armênia data de 6 de janeiro de 1935, quando o clube faria um jogo contra o Ítalo Lusitano, preliminar de Corinthians x Hespanha no Parque São Jorge.

Armênia e Futebol

Habitada desde os tempos pré-históricos, a região onde localiza-se a Armênia é estratégica por ficar entre a Europa e o Oriente Médio. Por conta disso, o país viveu um difícil período entre 1915 e 1923, quando Turquia e Rússia disputaram o território. No período, diversos armênios foram mortos, enquanto outros foram deportados ou mesmo fugiram para outros países, incluindo o Brasil.

A Armênia só voltou a ser independente em 23 de agosto de 1991, quando desassociou-se da União Soviética. Nos anos seguintes, envolveu-se em uma guerra com o Azerbaijão por conta de território de Nagorno-Karabakh. O cessar-fogo aconteceu em 1994, mas em 2020 os conflitos retornaram. Além dos dois países, Rússia e Turquia também estão envolvidos na disputa (clique aqui e entenda mais).

Por conta disso, no futebol, a Armênia só iniciou a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo a partir da edição de 1998, fazendo campanhas ruins na primeira e nas duas tentativas seguintes. Nas Eliminatórias para 2014, o país melhorou o desempenho e mesmo terminando em quinto lugar entre seis países, conseguiu vencer seleções mais tradicionais como Dinamarca, Bulgária, República Tcheca e arrancou um empate com a Itália. Somou 13 pontos, apenas três a menos que a segunda colocada Dinamarca.

Após novo desempenho ruim nas eliminatórias para a Copa de 2018, a Armênia parece que encontrou o seu caminho no futebol. Na Liga das Nações da UEFA, saiu da quarta para a segunda divisão com acessos consecutivos. Já nas Eliminatórias europeias para a Copa de 2022 surpreende e lidera o Grupo J com três vitórias em três jogos. Está à frente da tetracampeã Alemanha, que soma seis pontos, assim como a Macedônia do Norte. Os outros três times do grupo são Romênia, Islândia e Liechtenstein, exatamente os três adversários derrotados pelos armênios.

Resultados da Armênia no Campeonato Paulista de 1934:

27/05 – Armênia 3×2 Ítalo Lusitano
03/06 – República 2×2 Armênia
10/06 – União Guarany 0xW Armênia
24/06 – São Paulo Railway 2×1 Armênia
01/07 – Ponte Preta 0xW Armênia (Ponte Preta estava suspensa pela FPF)
08/07 – Fiorentino Wx0 Armênia
15/07 – Armênia 2×1 Casale Paulista
22/07 – União Vasco da Gama 3×2 Armênia
05/08 – Força Pública 0x4 Armênia
12/08 – Hespanha 0x0 Armênia
26/08 – Olympica Municipal 2×3 Armênia

Não há informações dos seguinte jogos: Armênia x Albion e Armênia x Jardins

APENAS OITO EQUIPES JÁ DERROTARAM OS QUATRO GRANDES EM UMA MESMA EDIÇÃO DO PAULISTÃO

Por Ruben Fontes Neto

Os grandes Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo são, sem dúvidas, os mais temidos times a serem enfrentados no Paulistão. Maiores vencedores do estadual, eles levam vantagem histórica sobre os demais concorrentes. Vencê-los uma vez já é motivo de comemoração. As equipes que venceram os quatro ao longo da história já consideram uma glória. Porém, apenas oito equipes do futebol paulista fizeram a quadra sobre os grandes em uma única edição do Paulistão. Confira abaixo quem são.

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A Portuguesa Santista estreou no Paulistão em 1929, mas somente em 1935 passou, de fato, a fazer parte da elite estadual. Naquele mesmo ano, o Santos faturava seu primeiro Campeonato Paulista. No ano seguinte, então, cada um do quarteto detinha ao menos um título da elite estadual pela primeira vez. O Corinthians somava 8 conquistas, o Palmeiras 5 e o São Paulo tinha sido campeão em 1931. No entanto, isso não amedrontou a Portuguesa Santista, que se tornou o primeiro time a vencer os quatro em uma edição do Paulistão. Ao final do torneio, a equipe rubro-verde foi 3ª colocada.

Somente após 16 anos o feito voltou a acontecer. Quinta força do futebol paulista na metade do século passado, a Portuguesa conseguiu pela primeira vez derrotar os seus maiores rivais em uma mesma edição do Paulistão em 1952. Embalada, a rubro-verde ainda voltaria a repetir o feito em mais quatro ocasiões: 1960 (vice-campeã), 1964 (3ª colocada), 1975 (vice-campeã) e 1977 (3ª).

Além da Portuguesa, o Guarani também conseguiu derrotar os quatro grandes em 1964. Bem estabelecido na elite, o Bugre foi apenas o sétimo colocado naquela edição. Apesar disso, a campanha entrou para a história ao conseguir derrotar os maiores vencedores do torneio com direito a 5 a 1 sobre o Santos de Pelé, que perdeu um pênalti na partida.

Quem mais?

Com um grande time, a Ferroviária fez bela campanha em 1969 e terminou em sexto lugar. Jogando duas vezes contra cada um dos grandes, conseguiu fazer a quadra o que a deixou com chances de classificação para o quadrangular final faltando seis rodadas. O time, porém, sofreu uma queda de rendimento nos últimos jogos e não conseguiu se infiltrar na disputa pela taça.

Em 1978, o Guarani foi campeão brasileiro. Logo após o torneio, houve a disputa do Paulistão. O Bugre manteve a boa fase e fez ótima campanha no estadual, vencendo novamente os principais concorrentes pelo título. Na semifinal, entretanto, acabou derrotado pelo Santos e dando adeus ao campeonato.

Em 1980, duas equipes alvinegras entraram para o seleto grupo. A Inter de Limeira, em apenas seu segundo ano na elite, surpreendeu e terminou em sexto lugar com direito a vitórias sobre Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Já o Comercial foi apenas o 10º, mas também conseguiu derrotar o quarteto.

O alvinegro de Ribeirão Preto conseguiria um feito inédito em 1981, quando mais uma vez derrotou os quatro grandes. Pela primeira vez um clube conquistava a marca de forma consecutiva. Além do Comercial, o arquirrival Botafogo, o Guarani e o São José também conseguiram vencer Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Assim, pela primeira vez quatro equipes conseguiam fazer a ‘quadra’ em uma mesma edição. Apesar disso, o São Paulo foi o campeão.

Campeões prejudicados

A lista poderia contar com mais dois elementos que foram campeões paulistas. Em 2004, o São Caetano faturou o título após 15 jogos. Porém, como estava em grupo diferente do que o Corinthians na primeira fase, não enfrentou o alvinegro, que não se classificou para o mata-mata.

Já o Ituano, campeão de 2014, estava no mesmo grupo do Corinthians, mas o regulamento previa que eles só se enfrentariam nas quartas de final. O time alvinegro foi o terceiro da chave, atrás também do Botafogo, e ficou de fora do caminho.

Tanto São Caetano quanto Ituano venceram Palmeiras, Santos e São Paulo na campanha dos títulos estaduais.

Próximo da lista

Com o Paulistão 2021 paralisado após quatro rodadas disputadas, quem, em tese, está mais próximo é o Novorizontino, que derrotou o São Paulo. Essa, inclusive, é a única derrota do quarteto fora dos clássicos no estadual. O time aurinegro ainda enfrenta Corinthians e Santos na primeira fase e, se conseguir se classificar, poderia encarar o Palmeiras nas quartas de final.

Vale destacar, porém, que todas as outras 11 equipes ainda têm chances considerando os confrontos restantes da primeira fase e possíveis cruzamentos do mata-mata.

Grandes do Paulistão

HÁ 40 ANOS, GUARANI VENCIA A TAÇA DE PRATA; RELEMBRE A CAMPANHA

Campeão Brasileiro de 1978, o Guarani conquistou o seu segundo título nacional no dia 27 de março de 1981, quando empatou com a Anapolina-GO. Foi o jogo de volta da decisão da Taça de Prata daquela temporada. Na ida, o Guarani havia vencido por 4 a 2.

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Sétimo colocado do Paulistão de 1980, o Guarani ficou de fora da primeira fase da Taça de Ouro e viu-se obrigado a disputar a Taça de Prata, que daria quatro vagas para o principal campeonato nacional de 1981.

Na fase inicial, os participantes foram divididos em 6 grupos com 8 equipes, disputado em turno único com os dois melhores avançando de fase. O time campineiro esteve no Grupo D. Após um começou onde somou três pontos em três jogos – a vitória valia apenas dois pontos na época – emendou uma sequência de quatro triunfos para fechar a fase inicial na liderança, com 11 pontos ganhos. Com 16 gols marcados, foi o segundo melhor ataque da fase atrás apenas do Americano-RJ, que marcou 17.

Classificado, o time disputou um triangular na segunda fase. O campeão do grupo iria para a Taça de Ouro, enquanto o vice seguia na Taça de Prata. Os adversários foram Palmeiras e Americano-RJ. Após estrear com derrota para os cariocas, o Guarani se recuperou e venceu o Palmeiras no duelo paulista. No returno, devolveu o resultado para o time de Campos-RJ. Na rodada decisiva, o Bugre jogava por um empate, mas foi derrotado para o Palmeiras e terminou com quatro pontos, contra cinco do alviverde da capital.

Restou ao Guarani a disputa das semifinais da Taça de Prata. O time fez valer a tradição de quem já era campeão brasileiro e passou pelo Comercial-MS com duas vitórias.

A decisão foi contra a Anapolina, que na outra semifinal derrotou o Remo-PA. No primeiro jogo, vitória por 4 a 2 fora de casa, com gols de Careca (2), Lúcio e Miranda. A decisão ocorreu no Brinco de Ouro. Marcelo, aos 21 do primeiro tempo ampliou a vantagem bugrina. O time goiano empatou apenas no final da segunda etapa, insuficiente para evitar a conquista do Guarani, que ainda teve Jorge Mendonça, com 11 gols, artilheiro da competição.

Confira a campanha do Guarani:

Primeira Fase
Guarani 1×0 Coritiba-PR
Guarani 1×1 Grêmio Maringá-PR
Juventus 2×0 Guarani
Guarani 6×0 Serrano-RJ
Cascavel 1×2 Guarani
Campo Grande-RJ 1×2 Guarani
Guarani 4×1 Botafogo-SP

Segunda Fase
Americano 1×0 Guarani
Guarani 2×1 Palmeiras
Guarani 4×1 Americano
Palmeiras 2×0 Guarani

Semifinal
Comercial-MS 1×2 Guarani
Guarani 3×0 Comercial-MS

Final
Anapolina 2×4 Guarani
Guarani 1×1 Anapolina-GO
Local: Brinco de Ouro;
Juiz: Manuel Serapião Filho (BA)
Público: 12.452
Renda: Cr$ 1.625.400,00;

Guarani: Birigüi, Miranda, Jaime, Édson, Almeida; Edmar, Ângelo, Jorge Mendonça, Lúcio, Marcelo (Paulo César) e Capitão (Frank). Técnico: Zé Duarte.

Anapolina: Nílson, Assis (Wilson Santos), Ribas, Sidnei, Nilton, Paulo Sérgio, Mário, Nei, Jorge Cruz, Osmário e Esquerdinha (Rodrigues). Técnico: Marcius Fleury.

Gols: Marcelo (GUA, 21’1ºT) e Osmário (ANA, 45’2ºT)

HÁ 70 ANOS, CORINTHIANS ERA O PRIMEIRO TIME A MARCAR MAIS DE 100 GOLS NO PAULISTÃO

Uma verdadeira máquina de fazer gols. Assim foi o Corinthians de 1951. Naquele Paulistão, o time alvinegro foi praticamente imbatível, conseguiu goleadas históricas e pela primeira vez uma equipe superava os 100 gols marcados em uma mesma edição do Campeonato Paulista.

O Timão fez o jogo de abertura do torneio diante do Nacional e venceu por 3 a 2. O ataque continuou ‘a mil por hora’ nos 12 jogos seguintes e o Corinthians registrou goleadas históricas como o 9 a 2 sobre o Comercial de São Paulo, 7 a 1 contra o Jabaquara e 4 a 0 contra o São Paulo.

Com 12 vitórias e um empate, o time só foi perder exatamente no último jogo do primeiro turno, em um dérbi contra o Palmeiras. Apesar disso, terminou a primeira parte do campeonato em primeiro lugar entre os 15 participantes, com 25 pontos ganhos contra 23 do alviverde e da Portuguesa, com quem havia empatado. Àquela altura, o ataque já registrava 55 gols e dava mostras que poderia entrar para a história.

No segundo turno, o Corinthians só não marcou três ou mais gols em duas partidas: vitória de 1 a 0 contra a Ponte Preta e empate em 1 a 1 com a Portuguesa Santista. Ainda registou goleadas de 5 a 2 contra o Radium e 7 a 2 contra o Juventus. A única derrota aconteceu para a Portuguesa, quando foi goleado por 7 a 3 pelo time que ficaria em terceiro lugar com o segundo melhor ataque (88 gols).

Com eficiência ímpar aliada aos tropeços dos rivais, o Corinthians chegou ao título em uma goleada de 4 a 0 sobre o Guarani já em janeiro de 1952. No jogo seguinte, marcou três vezes contra o Ypiranga e chegou ao centésimo gol. Para deixar a festa ainda mais completa, venceu o Palmeiras por 3 a 1 no encerramento do campeonato e finalizou a campanha com 103 gols marcados, 24 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas.

Com um ataque tão poderoso, o artilheiro do campeonato só poderia ser mesmo corintiano. Carbone, autor de 30 gols, ocupou o posto. Ainda marcaram Baltazar (24), Cláudio (18), Luizinho (13), Jackson (10), Colombo e Nelinho (2), Idário, Mário, Roberto e Sula (1).

Campanha do Corinthians no Paulistão de 1951:

02/06/1951: Corinthians 3 x 2 Nacional
09/06/1951: Corinthians 3 x 1 Ponte Preta
17/06/1951: Corinthians 5 x 2 XV de Piracicaba
23/06/1951: Corinthians 9 x 2 Comercial-SP
29/07/1951: Corinthians 1 x 0 Radium
05/08/1951: Corinthians 3 x 3 Portuguesa
12/08/1951: Corinthians 7 x 1 Jabaquara
15/08/1951: Corinthians 3 x 0 Juventus
26/08/1951: Corinthians 4 x 0 São Paulo
09/09/1951: Portuguesa Santista 0 x 4 Corinthians
16/09/1951: Corinthians 4 x 1 Santos
23/09/1951: Guarani 0 x 4 Corinthians
30/09/1951: Corinthians 3 x 2 Ypiranga
07/10/1951: Palmeiras 3 x 2 Corinthians
20/10/1951: Corinthians 3 x 0 Nacional
28/10/1951: Ponte Preta 0 x 1 Corinthians
04/11/1951: XV de Piracicaba 2 x 3 Corinthians
11/11/1951: Corinthians 3 x 1 Comercial-SP
17/11/1951: Corinthians 5 x 2 Radium
25/11/1951: Portuguesa 7 x 3 Corinthians
02/12/1951: Jabaquara 2 x 4 Corinthians
08/12/1951: Corinthians 7 x 2 Juventus
16/12/1951: São Paulo 1 x 4 Corinthians
30/12/1951: Corinthians 1 x 1 Portuguesa Santista
06/01/1952: Santos 2 x 4 Corinthians
13/01/1952: Corinthians 4 x 0 Guarani
19/01/1952 :Corinthians 3 x 0 Ypiranga
27/01/1952 :Corinthians 3 x 1 Palmeiras


FERROVIÁRIA VENCE NOVAMENTE A LIBERTADORES FEMININA E FUTEBOL PAULISTA SOMA 9 CONQUISTAS

A Ferroviária é a campeã da Libertadores Feminina 2020. Na decisão, o time de Araraquara venceu o América de Cali-COL por 2 a 1, com gols de Sochor e Aline Milene. Essa foi o segundo título das Guerreiras Grenás, que já haviam sido campeãs em 2015.

Com o título da Ferroviária, o futebol paulista alcançou 9 títulos em 12 edições. O São José, com três conquistas é o maior vencedor da história.

Confira abaixo os títulos paulistas no torneio:

EM 1921, PALESTRA ITÁLIA TIROU TÍTULO DO CORINTHIANS E DEU DE ‘PRESENTE DE NATAL’ AO PAULISTANO

O Campeonato Paulista de 1921 reuniu 12 equipes na disputa pelo título da competição. A edição disputada há um século conta com uma das mais emblemáticas partidas da história entre Palmeiras e Corinthians. O alviverde, ainda nomeado Palestra Itália, venceu o último jogo do campeonato, tirou o título das mãos corintianas e deu ao Paulistano um verdadeiro presente de Natal.

Paulistano e Palestra Itália iniciaram o campeonato como favoritos. O primeiro havia sido tetracampeão entre 1916 e 1919, enquanto o time da colônia italiana tinha conquistado o seu primeiro título no ano anterior. O Corinthians, campeão da Liga Paulista de Foot-ball em 1914 e 1916, também tinha um forte time e buscava encerrar o jejum de conquistas.

No dia 21 de abril, o campeonato teve início com a partida entre Internacional e Minas Gerais, vencida pelo primeiro por 2 a 1. No dia 1º de maio, houve o primeiro embate entre Palestra Itália e Paulistano, que ganhou por 4 a 1. O time palestrino ainda perderia para o Internacional (3 a 2) e veria os rivais Paulistano e Corinthians dispararem na liderança.

Os dois seguiram com 100% de aproveitamento até o primeiro encontro entre eles, quando houve um empate. Com isso, o Palestra Itália, que venceu todos os jogos seguintes, encurtou a vantagem para três pontos. Na última rodada do turno, foi a vez do confronto entre corintianos e palestrinos, que venceram por 3 a 1 e tiraram a invencibilidade do rival. O Paulistano agradeceu e fechou o turno na liderança, com 21 pontos, dois a mais que o Corinthians e três a mais que o Palestra.

Com o Paulistano perdendo dois pontos por causa de escalação irregular de jogadores em uma partida contra o Ypiranga, a vantagem na pontuação foi eliminada. No dia 6 de novembro, Paulistano e Palestra Itália voltaram a se enfrentar. Novamente o CAP levou a melhor – 1 a 0 -, e praticamente eliminou as chances de título do adversário.

Decisão

Com um ponto de vantagem para o Corinthians, que havia empatado com o Santos, o Paulistano teve a chance de conquistar a taça no confronto direto. O Timão, porém, saiu vitorioso por 2 a 0 e ficou em vantagem, dependendo apenas de si para ser campeão. O Paulistano encerrou sua participação vencendo Internacional, AA das Palmeiras e Sírio. O Corinthians, porém, venceu o Minas Gerais e entrou no jogo final dependendo de uma vitória sobre o Palestra Itália, que já não tinha mais chances.

Curiosamente, antes da partida ventilou-se a hipótese de corpo-mole palestrino, para prejudicar o Paulistano. Em campo, porém, o que se viu foi uma enorme superioridade alviverde em pleno 25 de dezembro. Martinelli, aos 20, abriu o placar. Precisando de um empate para ao menos igualar o Paulistano em pontos, o Corinthians tentou, mas viu o rival ampliar com Imparato. Heitor ainda faria o terceiro e garantiria a vitória palestrina e o título do Paulistano.

Sobreviventes

Das 12 equipes que disputaram o campeonato, apenas quatro ainda seguem no futebol profissional. Além do Palestra Itália, hoje Palmeiras, e Corinthians, também estavam presente Santos e Portuguesa, que jogava em parceria com o Mackenzie. Paulistano, Germânia, Ypiranga e Sírio ainda existem como clubes sociais e mantêm atividades em outros esportes. Já Minas Gerais, AA São Bento, AA das Palmeiras e Internacional foram extintos no decorrer dos anos.

Classificação final
1 – Paulistano (39pts)
2 – Palestra Itália e Corinthians (38pts)
4 – São Bento (25pts)
5 – Ypiranga (22pts)
6 – Minas Gerais (21pts)
7 – Sírio (20pts)
8 – Portuguesa-Mackenzie (17pts)
9 – AA das Palmeiras (14pts)
10 – Santos (11pts*)
11 – Internacional (10pts*)
12 – Germânia (7pts)
*um dos jogos entre Santos e Internacional não foi realizado

SÃO BERNARDO x SÃO BERNARDO: ENCONTRO DE HOMÔNIMOS NÃO É INÉDITO NO FUTEBOL PAULISTA

O futebol paulista terá um confronto bastante curioso nesse fim de semana. Pela primeira vez, São Bernardo Futebol Clube e Esporte Clube São Bernardo irão se enfrentar em uma partida profissional. O encontro de homônimos de São Bernardo do Campo, porém, não é a primeira vez que colocará frente a frente equipes de mesmo nome e cidade.

Em Suzano

A cidade de Suzano conta atualmente com dois representantes filiados à FPF. O União Suzano Atlético Clube é o mais antigo. Fundado em 1969 como Clube Atlético Paulista, se profissionalizou em 1983 e em 1989 passou a adotar o nome que carrega até hoje. Em 1993, a cidade viu a criação do Esporte Clube União Suzano, com as mesmas cores e escudo semelhante. A princípio voltado apenas para os esportes amadores, o ECUS também se profissionalizou em 1998 e eles passaram a protagonizar o ‘Clássico dos Gêmeos’.

Já em 1998, os times se enfrentaram pela primeira vez. Desde então foram 24 partidas, com 11 vitórias do ECUS, 10 do USAC e três empates. O último confronto ocorreu em 2015, último ano em que o ECUS jogou.

Em 2017, foi anunciada a criação do Sport Club Suzano, que fundiria os dois clubes. Porém, o que se viu foi o afastamento do ECUS e o retorno do União Suzano a partir de 2019.

São José dos Campos

Em 2015, a Série A3 do Campeonato Paulista viu o confronto São José x São José. Time mais tradicional da cidade, o São José Esporte Clube chegou a ser vice-campeão paulista em 1989. Em 1998, foi fundado o Clube Atlético Joseense. O novo time da cidade mudou de nome algumas vezes, passando a ser Clube Atlético Paulista, Clube Atlético Paulista Joseense, até que em 2014 resolveu adotar a denominação de São José dos Campos Futebol Clube, trocando o amarelo e preto pelo azul e amarelo, mesmas cores do São José.

Com o rebaixamento do ‘São José tradicional’ em 2014, os times se enfrentaram pela primeira vez no profissionalismo em 2015, com empate. No ano seguinte, o São José FC levou a melhor e venceu por 2 a 1. O resultado foi fundamental para o rebaixamento do rival. Em 2017, porém, o São José FC também acabou rebaixado. Posteriormente, voltou a utilizar a denominação de Clube Atlético Joseense.

São Bernardo FC e EC São Bernardo se se enfrentam neste domingo, às 15h, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. O local do jogo foi alterado em virtude da interdição do estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo, pela FPF.

COPA DO BRASIL: COM ESTREIAS DE MARÍLIA E MIRASSOL, FUTEBOL PAULISTA CHEGARÁ A 36 REPRESENTANTES NA HISTÓRIA

A Copa do Brasil 2021 começa nesta quarta-feira para o futebol paulista com a Ponte Preta visitando o Gama-DF. Além da Macaca, a edição de 2021 ainda terá Palmeiras, Santos e São Paulo, que entram na segunda fase, e Corinthians, Red Bull Bragantino, Marília e Mirassol, que também iniciam na fase inicial. Os dois últimos farão as suas estreias na competição elevando o número de participantes paulistas na história para 36.

Palmeiras e Corinthians são os recordistas de participações, com 25 cada. O Verdão conquistou o seu quarto título no último fim de semana, enquanto o alvinegro soma três conquistas. São Paulo, Santos, Portuguesa, Ponte Preta e Guarani são os outros times que acumulam mais de 10 participações. Desses, apenas o Santos foi campeão. Os outros títulos paulistas foram conquistados por Santo André e Paulista.

Confira abaixo todos os participantes paulistas na história da Copa do Brasil: