A Federação Paulista de Futebol divulgou os participantes da Copa Paulista 2021. Serão apenas 17 clubes, o menor número desde 2002, quando ainda em um processo de afirmação o torneio teve somente 16 equipes. Vale lembrar, porém, que naquele ano ainda houve uma outra competição – Copa Mauro Ramos – que reuniu mais oito clubes que ficaram de fora em um primeiro momento.

Ao menos no regulamento, a Copa Paulista resolveu não inventar muito como no ano passado, quando apenas quatro equipes foram eliminadas na primeira fase e um grupo teve todos os quatro participantes classificados. Dessa vez, serão três grupos de quatro equipes e mais um com cinco clubes, avançando apenas os dois primeiros de cada.

A partir daí, os oito classificados iniciam o mata-mata, que será definido nos pênaltis em caso de igualdade no placar agregado.

VAR light e volta do público
Outros temas discutidos na reunião entre dirigentes da FPF e clubes foi em relação ao uso de um VAR ‘light’ a partir das quartas de final, com uso de menos câmeras e operadores e para apenas algumas eventuais situações.

Já com relação a volta do público, a FPF informou aos clubes que espera que para as quartas de final seja liberado cerca de 30% da capacidade dos estádios.

Ausências
Dos 20 clubes participantes em 2020, nove estarão ausentes (Marília – vice campeão -, Água Santa, Portuguesa Santista, Ferroviária, Osasco Audax, Novorizontino, Ponte Preta, Nacional, Inter de Limeira, Guarani e Rio Preto). No caso de Ferroviária e Inter de Limeira, o foco é a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, mesmo caso do Santo André.

A Ponte Preta disputa o Brasileiro de Aspirantes, mas optou por ficar ausente da Copa Paulista, assim como Corinthians e Red Bull Bragantino. O Santos é o único que conciliará as duas competições.

Outras ausências se deram por motivos financeiros, já que a FPF não dá cota de participação e oferece ajuda mínima aos clubes participantes.

FPF
Ainda sobre FPF e Copa Paulista, vale a pena falar da desvalorização da organizadora com o evento. Embora o fator pandemia exista, a entidade pouco faz para agregar valor ao seu torneio, que outrora já chegou a contar com 35 clubes (mais que o dobro da atual edição).

Entre os motivos que levaram a diminuição dos clubes participantes está o número de rebaixamentos que a FPF ampliou nos últimos anos. Antigamente eram 60 clubes na Primeira Divisão (A1, A2 e A3) e o número foi reduzido para 48 (16 em cada). Os clubes ‘cortados’ obviamente foram das divisões menores, que eventualmente participavam da competição.

Se há menos clubes, há menos jogos. Anteriormente as equipes eram divididas em grupos de sete ou oito participantes. Agora são apenas quatro. Ou seja, quase 50% dos clubes jogarão apenas seis vezes em um mês e encerrarão o semestre – o contrato mínimo do atleta tem que ser pelo período de três.

Outro teste da FPF será dia e horário dos jogos. Na atual edição, eles serão realizados às terças e sextas-feiras, a maioria no período da tarde. O torcedor que quiser acompanhar, poderá fazer pela internet através do PaulistãoPlay. Ainda há a promessa de que alguma rede de TV fechada possa se interessar pelo torneio nas fases finais. Ano passado, o BandSports mostrou apenas a final (em anos anteriores, houve transmissão da Fox a partir da semi e com qualidade superior). Com alguns ‘players’ (como gostam de falar) inexplorados, era possível ampliar o leque de divulgação (Campeonato Paraense na TV Cultura e Série C e D na TV aberta que o digam).

Vale ressaltar que a própria FPF define como sua missão fomentar o futebol paulista. Com o menor número de times profissionais em suas divisões desde 1975 e com a menor Copa Paulista desde 2002, é hora de rever conceitos.

Deixe uma resposta