Ruben Fontes Neto

Em 2020, o futebol paulista contou com 83 clubes disputando competições profissionais, representando 61 municípios. Outras 69 equipes constam como filiadas à FPF, mas não entraram em campo no ano passado. Há, porém, cidades bem populosas que ainda não tem representantes que possam jogar os torneios da FPF. Conheça as cinco maiores nessa situação:

5 – Localizada na Grande São Paulo e emancipado há apenas 67 anos, o município de Ferraz de Vasconcelos nunca teve um time profissional, apesar da sua população estimada de 196 mil habitantes. Além de filiar uma equipe, a cidade também precisaria de um estádio, já que o Municipal Clemente Belarmino, o popular Kalezão, estaria longe do ideal para as exigências da FPF. Edmilson, que ganhou destaque no 15 de Campo Bom-RS e teve passagens por Internacional e Grêmio, é o principal futebolista nascido na cidade.

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Estadio Kalezão precisaria se estruturar para receber um time profissional

4 – A cidade de Embu das Artes é conhecida pela produção de artesanatos. Com cerca de 276 mil habitantes, o município já contou com dois times profissionais. O Clube Desportivo Embu disputou a terceira divisão de 1986 e depois se retirou. A outra equipe a representar Embu foi o Pão de Açúcar, atual Osasco Audax. Em seus dois primeiros anos de profissionalismo (2007 e 2008), a equipe mandava os jogos no estádio Hermínio Espósito. O local, inclusive foi palco da final da Segunda Divisão de 2008, vencida pelo PAEC sobre o Batatais. Em 2009, porém, o time teve que mandar os seus jogos em São Paulo, onde estava localizada sua sede. Em 2018 o estádio voltou a ser utilizado, mas pela Associação Desportiva Embu das Artes, que disputou o Paulista Feminino.

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Embu das Artes foi a primeira casa do Pão de Açúcar, atual Osasco Audax

3 – O litoral paulista conta com poucos representantes no futebol profissional. Além de três equipes de Santos, o São Vicente, o Guarujá e o XV de Caraguatatuba – todos licenciados atualmente – são outros times filiados. Com 330 mil habitantes, a cidade de Praia Grande poderia ter sua equipe profissional, porém isso nunca ocorreu. O município conta com algumas instalações, como o Centro Esportivo Magic Paula, mas longe ainda de ter estrutura para receber jogos profissionais. Os futebolistas mais famosos da cidade são Willians (ex-Santos, Flamengo, Internacional, Cruzeiro e Corinthians) e a zagueira Tayla, da Seleção Brasileira.

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Zagueira Tayla, nascida na Praia Grande, jogou a Copa do Mundo de 2018 pelo Brasil

2 – Localizada no extremo leste da Grande São Paulo e com 375 mil habitantes, Itaquaquecetuba não só já teve um time profissional como contou com uma estrela em seus gramados. Capitão do penta e natural da cidade, Cafú jogou no Itaquaquecetuba Atlético Clube em 1987 e 1988. De lá, seguiu para o São Paulo e depois ganhou o mundo. Já a agremiação acumulou 12 participações em torneios da FPF, até 2000, quando jogou a Série B2. O estádio Ildeu Silvestre do Carmo ainda está de pé e precisaria passar por algumas adaptações para que a cidade voltasse a ser representada no futebol profissional.

Capitão na Copa do Mundo de 2002, Cafú teve passagem pelo Itaquaquecetuba antes de ir ao São Paulo

1 – Os mais de 400 mil habitantes de Carapicuíba – 17º mais populoso – não foram suficientes para o município ser representado no futebol profissional de São Paulo. Localizada entre Osasco e Barueri, a cidade é a maior entre as que não tem um clube profissional. O estádio municipal, conhecido como Niterói, tem uma grande arquibancada, mas ainda precisaria de reformas estruturais caso a cidade quisesse receber uma equipe. A ex-jogadora de basquete Janeth é a esportista carapicuibana mais famosa. No futebol, o brasileiro naturalizado italiano Amauri, ex-Juventus, é quem se destaca.

Estádio Municipal - Niterói - Carapicuíba | estádio de futebol
Estádio Niterói, em Carapicuíba, maior cidade de São Paulo sem time profissional

*o número de habitantes usado é de estimativa do IBGE publicado em 2020

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