A Segunda Divisão do Campeonato Paulista começará no fim de semana. Também chamada ‘carinhosamente’ de Bezinha, o quarto nível do futebol paulista reúne uma gama de times com histórias totalmente diferentes, o que causa encontros muitas vezes inimagináveis até mesmo em um curto prazo de tempo. Um dos exemplos é o tradicional Paulista de Jundiaí, campeão da Copa do Brasil, que enfrentará o novato Colorado de Caieiras. O encontro entre eles ocorre na segunda rodada. Antes o time de Caieiras faz a sua estreia profissional em Guarulhos.

Além do Paulista, campeão do torneio em 2019 mas rebaixado em 2020, outras seis equipes que estiveram na elite estadual também vão disputar o campeonato de 2021, que contará com 30 clubes no total, 5 a menos que 2020 (Clique aqui e saiba mais). O América, com 44 participações, é quem mais esteve no Paulistão. Desde 2015, porém, se encontra no último nível estadual, onde é acompanhado por Matonense, Mogi Mirim, Rio Branco, Taquaritinga e XV de Jaú. A lista poderia ser maior, mas clubes como União Barbarense, Jabaquara, Araçatuba e Francana se ausentaram em 2021 e se juntam a União São João, Guaratinguetá, Grêmio Barueri, Catanduvense, Radium e Atlético Sorocaba, que seguem inativos.

Ao menos nos últimos anos os acessos têm ficado com as equipes com mais história. Em 2020 subiram São José e Bandeirante de Birigui. Em 2019, Paulista e Marília, e em 2018 o Comercial foi vice-campeão perdendo a final para o Primavera, maior vencedor da divisão com três conquistas, mas que pode ser igualado por Matonense, São Carlos ou Fernandópolis.

Série A3
Chegar na Série A3 é o principal objetivo e, entre os participantes de 2021, mais de dois terços já estiveram lá. Apenas oito tentam de forma inédita a participação no terceiro nível estadual, sendo que o Colorado de Caieiras estreia no esse ano. Dos que restam, o Assisense é quem está há mais tempo no profissionalismo, tendo começado na Série B3 em 2003.

Recordes negativos
Além da disputa pelo acesso, a Segunda Divisão também tem uma curiosidade insólita. O Atlético Mogi entra em campo para quebrar um jejum de 37 JOGOS sem vencer, sendo os últimos 18 com derrotas. A última vez que a equipe saiu de campo com três pontos foi em 2017, contra o Real Cubatense. De lá para cá, apenas dois empates. Um em 2018 contra o União Mogi e outro em 2019 contra o São José.

Para finalizar, vale relembrar a maior goleada da história da divisão. Em 16 de agosto de 2015, o Mauaense fez 14 a 2 sobre o ECUS. Aquela havia sido a última partida do time de Suzano, que voltará nesta temporada para fazer o ‘Clássico dos Gêmeos’ com o União Suzano (Clique aqui e saiba mais). O torneio também terá dérbis nas cidades de Assis (Assisense x Vocem), São Carlos (São Carlos x São-carlense, pela 1ª vez), Guarulhos (Flamengo x Guarulhos) e Mogi das Cruzes (União x Atlético). Já a partida entre Mauá e Mauaense poderá ocorrer apenas no mata-mata, já que mesmo na mesma cidade ambos estão em grupos distintos.

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