APENAS O SEGUNDO NA FINAL, CHOQUE-REI DECIDE O PAULISTÃO PELA OITAVA VEZ

Ruben Fontes Neto

São Paulo e Palmeiras são os finalistas do Paulistão 2021. O confronto entre os rivais tricolores e alviverdes ocorrerá apenas pela segunda vez na finalíssima do campeonato. Na primeira, há 29 anos, o São Paulo contou com um show de Raí e levou a melhor. Em outras seis oportunidades o confronto definiu o campeonato, e aí a vantagem é palmeirense, com quatro vitórias contra duas do Tricolor.

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HISTÓRIA: HÁ 10 ANOS, FINAL DA SÉRIE A2 REUNIA NOMES CONHECIDOS E TINHA DESFECHO EMOCIONANTE

Há 10 anos, a Série A2 tinha uma de suas melhores finais da história. A decisão entre XV de Piracicaba e Guarani em jogo único confrontou dois dos mais tradicionais times do interior paulista. Em campo, jogadores que fariam história nos anos seguintes. No jogo, empate no tempo normal, prorrogação e título definido apenas nos pênaltis.

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SUPERCOPA DO BRASIL: PALMEIRAS PERDE NOS PÊNALTIS A CHANCE DE CONQUISTAR TÍTULO INÉDITO

O Palmeiras enfrentou o Flamengo na decisão da Supercopa do Brasil 2021. No estádio Mané Garrincha, em Brasília, o alviverde marcou logo aos dois minutos, tomou a virada e chegou a empatar, mas viu o adversário vencer por 6 a 5 nos pênaltis. Apesar do revés, o Palmeiras segue como o maior campeão nacional, mas vê o Flamengo se aproximar.

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PAULISTÃO-1991: COMO SÃO PAULO FOI DE ‘REBAIXADO’ A CAMPEÃO

Ruben Fontes Neto

O início dos anos 90 foi uma das épocas mais vitoriosas da história do São Paulo. Campeão da Libertadores e Mundial em 1992 e 1993, o Tricolor ainda faturou o Brasileiro de 1991. No meio das conquistas, o time comandado por Telê Santana ganhou também o Paulistão de 1991. A conquista, porém, até hoje é marcada pelo mito de que a equipe teria caído em 1990. Entenda o que aconteceu e como o São Paulo passou de ‘rebaixado’ a campeão.

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A origem ocorre no Paulistão de 1987, que teve problemas judiciais. A FPF, então, resolveu inchar a elite paulista. De 20 equipes em 1988, o torneio passou para 22 no ano seguinte, 24 em 1990 e, finalmente, 28 em 1991. Para alocar tantos clubes, eles eram divididos em dois grupos. Em um deles, ficavam as equipes consideradas mais fortes, enquanto as restantes integravam a outra chave. Para não repetir os mesmos times, de um ano para outro havia acesso e rebaixamento entre os grupos; Não havia, porém, queda de divisão.

Como o São Paulo foi parar no Grupo B?

Se você acha que o regulamento atual do estadual é confuso, em 1990, era muito mais. Os 24 participantes eram divididos em dois grupos de 12 equipes cada. Apesar disso, na primeira fase, os times jogaram todos contra todos, acumulando 23 jogos.

O regulamento previa que os três primeiros de cada chave avançavam para a fase seguinte, sendo que o campeão de cada grupo garantia vaga na Copa do Brasil de 1991. Por conta disso, Bragantino e Novorizontino, campeão e vice ao final, ficaram de fora do torneio nacional.

Sendo assim, Corinthians, Palmeiras, Bragantino, XV de Piracicaba, XV de Jaú e Ferroviária se classificaram. Outras seis vagas eram dadas para os times que tivessem a melhor campanha, independente da chave. Nesse critério, Ituano, América, Santos, Mogi Mirim e Portuguesa avançaram de forma direta. Com 23 pontos, o São Paulo ficou de fora, mas ainda teve uma segunda chance, já que o regulamento previa uma repescagem entre as outras 12 equipes.

Naquele ano, aconteceu a Copa da Itália. Obviamente, a FPF decidiu seguir com o seu torneio. Enquanto o Brasil se preparava para o Mundial, o São Paulo iniciava então a repescagem para a segunda fase do Paulistão. As 12 equipes foram divididas em dois grupos que jogavam em dois turnos. Apenas o líder de cada seguia no torneio. Após fracassar na fase inicial, o São Paulo novamente não conseguiu a classificação para a segunda fase. Com isso, em 1991, as 14 equipes do Grupo Verde foram os times que chegaram na segunda fase de 1990. Assim, o São Paulo foi parar no Grupo Amarelo.

Caminho facilitado

Após o fiasco de 1990 e um início ruim no Brasileirão, o São Paulo trocou o comando técnico. O uruguaio Pablo Forlán deixou a equipe para a chegada de Telê Santana. Com o novo técnico, o Tricolor foi vice-campeão brasileiro de 1990. No ano seguinte, o calendário se inverteu. O nacional foi disputado no início do ano. O São Paulo foi o campeão em 9 de junho e quando o Paulistão teve início, no dia 24 do mês seguinte, a equipe do Morumbi já era a favorita.

Diferentemente do ano anterior, na primeira fase os times jogavam dois turnos dentro do próprio grupo para definir os classificados. Diante das equipes consideradas mais fracas, o São Paulo não teve dificuldades. Em 26 jogos, foram 17 vitórias, oito empates e apenas uma derrota.

Outra mudança de regulamento foi o número de classificados, que caiu para oito (5 do Grupo Verde e 3 do Grupo Amarelo). Eles foram divididos em dois grupos de quatro. De um lado, Corinthians, Portuguesa, Inter de Limeira e Santo André. De outro, São Paulo, Palmeiras, Guarani e Botafogo.

São Paulo e Palmeiras chegaram empatados em oito pontos na rodada final. O Tricolor tinha três vitórias e dois empates, enquanto o alviverde tinha quatro vitórias e uma derrota – exatamente para o rival. O regulamento, porém, previa que em caso de empates em pontos prevaleceria a melhor campanha na fase anterior. Enquanto palmeirenses questionam a vantagem do rival até hoje, por estar em um grupo mais fraco, os são-paulinos seguraram o empate em 0 a 0 para garantir vaga na decisão contra o Corinthians.

Raí brilha na final

A decisão opôs os finalistas do Campeonato Brasileiro de 1990. Ambas as partidas foram disputadas no Morumbi. No jogo de ida, Raí brilhou e marcou três vezes, dando larga vantagem ao Tricolor contra o Corinthians. O camisa 10, inclusive, foi o artilheiro da competição marcando 20 gols durante a campanha.

O São Paulo só não seria campeão caso perdesse o jogo de volta no tempo normal e também fosse derrotado na prorrogação – não havia saldo de gols –, porém, um empate sem gols coroou a conquista são-paulina.

O time tricolor ainda conquistaria o bicampeonato estadual em 1992, além de iniciar uma série de conquistas internacionais que marcaram a história do clube.

SENSAÇÃO NAS ELIMINATÓRIAS EUROPEIAS, ARMÊNIA JÁ FOI REPRESENTADA NO PAULISTÃO

Ruben Fontes Neto

A Armênia é a grande sensação das eliminatórias europeias para a Copa do Mundo de 2022. Líderes do Grupo J com 100% de aproveitamento após três jogos, os armênios estão na frente da potência Alemanha e também da Islândia, que esteve na Copa de 2018. Mas vocês sabiam que o país já teve um representante no futebol paulista? Ele disputou o torneio da FPF de 1934, que contava com clubes que não eram profissionais.

Para explicar o campeonato de 1934, porém, é preciso voltar um ano. Em 1933, houve uma ruptura no futebol paulista por conta do profissionalismo. As principais equipes filiadas à Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA) queriam se profissionalizar já que estavam perdendo jogadores para as ligas estrangeiras. A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), porém, era contra.

Mesmo assim, a entidade paulista rompeu com a CBD e, junto com a recém-criada Liga Carioca de Futebol, criou a Federação Brasileira de Futebol (FBF). Juntas, organizaram o primeiro Torneio Rio-São Paulo, reunindo as principais equipes profissionais de cada estado. No Rio de Janeiro, a AMEA, principal organizadora dos campeonatos na época, optou por continuar no amadorismo.

Como contra-golpe, a CBD bancou em São Paulo a criação da Federação Paulista de Futebol – não é a atual FPF – para abrigar os times que quisessem se manter no amadorismo. Com isso, a partir de 1933, o Paulistão novamente teve ‘duas versões’. Na APEA, chamado na mídia de Campeonato Profissional estiveram Palestra Itália, São Paulo, Portuguesa, Corinthians, Santos, São Bento, Ypiranga e Sírio. Pela FPF, o Campeonato Amador, disputaram Albion, União Guarany, São Paulo Railway (atual Nacional), Casale Paulista, Feira Livre, União Vasco da Gama, AA das Palmeiras, Minas Gerais e República.

Em 1934, a APEA teve uma troca nos participantes, com a saída da AA São Bento e a entrada do Clube Atlético Paulista, fusão do Internacional com o Antarctica. Já na FPF, algumas mudanças elevaram o número de times de 9 para 11. Além da Associação Athletica Armênia, Ponte Preta, Hespanha (atual Jabaquara) e Fiorentino (nome utilizado pelo Juventus), foram algumas novidades.

Vale lembrar que a entidade brasileira filiada à Fifa era a CBD, portanto, o campeonato da FPF era o oficial perante as entidades esportivas máximas do Brasil e do mundo. O torneio organizado pela APEA, entretanto, tinha uma cobertura muito mais expressiva da mídia por contar com os times mais populares e vitoriosos.

O Paulista da FPF de 1934

O campeonato da FPF teve início em 20 de maio e foi disputado em turno único. A estreia da Armênia aconteceu na semana seguinte, em seu campo, localizado na Rua Taquary, 124, conforme informa os jornais da época. Curiosamente, o local fica a cerca de 500 metros do estádio da Rua Javari, pertencente ao Juventus. O placar foi favorável por 3 a 2 contra o Ítalo Lusitano.

O time seguiu bem no torneio até o confronto contra o Fiorentino, que nada mais era do que o Juventus. O time da Mooca usava outra nomenclatura, pois era filiado a APEA e não poderia jogar o torneio da FPF com seu nome original. Por razões desconhecidas, a Armênia perdeu de W.O.

De acordo com o livro ‘Os Esquecidos’, a Armênia teria terminado na terceira colocação do campeonato, com 14 pontos ganhos, assim como o Albion, vencedor de 1933. O Fiorentino foi o campeão, com 23, e o Hespanha o segundo, com 15.

Apesar de conquistarem os títulos da FPF, Albion e Fiorentino (ou Juventus) são esquecidos na lista de campeões paulistas, algo que não acontece com o Botafogo, campeão carioca pela AMEA nos dois anos, embora a realidade dois dois estaduais na época fossem bem semelhantes.

Fim da FPF e desaparecimento da Armênia

Sem poder contar com os jogadores que defendiam os times da APEA – exceto quatro atletas do São Paulo que fugiram –, a Seleção Brasileira foi para a Copa do Mundo de 1934 desfalcada. Em seu único jogo, perdeu para a Espanha por 3 a 1. Depois da competição, a CBD resolveu finalmente aderir o profissionalismo e em São Paulo foi criada a Liga Bandeirante de Futebol, com a FPF passando a ser uma sub-liga. O único registro posterior da Armênia data de 6 de janeiro de 1935, quando o clube faria um jogo contra o Ítalo Lusitano, preliminar de Corinthians x Hespanha no Parque São Jorge.

Armênia e Futebol

Habitada desde os tempos pré-históricos, a região onde localiza-se a Armênia é estratégica por ficar entre a Europa e o Oriente Médio. Por conta disso, o país viveu um difícil período entre 1915 e 1923, quando Turquia e Rússia disputaram o território. No período, diversos armênios foram mortos, enquanto outros foram deportados ou mesmo fugiram para outros países, incluindo o Brasil.

A Armênia só voltou a ser independente em 23 de agosto de 1991, quando desassociou-se da União Soviética. Nos anos seguintes, envolveu-se em uma guerra com o Azerbaijão por conta de território de Nagorno-Karabakh. O cessar-fogo aconteceu em 1994, mas em 2020 os conflitos retornaram. Além dos dois países, Rússia e Turquia também estão envolvidos na disputa (clique aqui e entenda mais).

Por conta disso, no futebol, a Armênia só iniciou a disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo a partir da edição de 1998, fazendo campanhas ruins na primeira e nas duas tentativas seguintes. Nas Eliminatórias para 2014, o país melhorou o desempenho e mesmo terminando em quinto lugar entre seis países, conseguiu vencer seleções mais tradicionais como Dinamarca, Bulgária, República Tcheca e arrancou um empate com a Itália. Somou 13 pontos, apenas três a menos que a segunda colocada Dinamarca.

Após novo desempenho ruim nas eliminatórias para a Copa de 2018, a Armênia parece que encontrou o seu caminho no futebol. Na Liga das Nações da UEFA, saiu da quarta para a segunda divisão com acessos consecutivos. Já nas Eliminatórias europeias para a Copa de 2022 surpreende e lidera o Grupo J com três vitórias em três jogos. Está à frente da tetracampeã Alemanha, que soma seis pontos, assim como a Macedônia do Norte. Os outros três times do grupo são Romênia, Islândia e Liechtenstein, exatamente os três adversários derrotados pelos armênios.

Resultados da Armênia no Campeonato Paulista de 1934:

27/05 – Armênia 3×2 Ítalo Lusitano
03/06 – República 2×2 Armênia
10/06 – União Guarany 0xW Armênia
24/06 – São Paulo Railway 2×1 Armênia
01/07 – Ponte Preta 0xW Armênia (Ponte Preta estava suspensa pela FPF)
08/07 – Fiorentino Wx0 Armênia
15/07 – Armênia 2×1 Casale Paulista
22/07 – União Vasco da Gama 3×2 Armênia
05/08 – Força Pública 0x4 Armênia
12/08 – Hespanha 0x0 Armênia
26/08 – Olympica Municipal 2×3 Armênia

Não há informações dos seguinte jogos: Armênia x Albion e Armênia x Jardins

HÁ 70 ANOS, CORINTHIANS ERA O PRIMEIRO TIME A MARCAR MAIS DE 100 GOLS NO PAULISTÃO

Uma verdadeira máquina de fazer gols. Assim foi o Corinthians de 1951. Naquele Paulistão, o time alvinegro foi praticamente imbatível, conseguiu goleadas históricas e pela primeira vez uma equipe superava os 100 gols marcados em uma mesma edição do Campeonato Paulista.

O Timão fez o jogo de abertura do torneio diante do Nacional e venceu por 3 a 2. O ataque continuou ‘a mil por hora’ nos 12 jogos seguintes e o Corinthians registrou goleadas históricas como o 9 a 2 sobre o Comercial de São Paulo, 7 a 1 contra o Jabaquara e 4 a 0 contra o São Paulo.

Com 12 vitórias e um empate, o time só foi perder exatamente no último jogo do primeiro turno, em um dérbi contra o Palmeiras. Apesar disso, terminou a primeira parte do campeonato em primeiro lugar entre os 15 participantes, com 25 pontos ganhos contra 23 do alviverde e da Portuguesa, com quem havia empatado. Àquela altura, o ataque já registrava 55 gols e dava mostras que poderia entrar para a história.

No segundo turno, o Corinthians só não marcou três ou mais gols em duas partidas: vitória de 1 a 0 contra a Ponte Preta e empate em 1 a 1 com a Portuguesa Santista. Ainda registou goleadas de 5 a 2 contra o Radium e 7 a 2 contra o Juventus. A única derrota aconteceu para a Portuguesa, quando foi goleado por 7 a 3 pelo time que ficaria em terceiro lugar com o segundo melhor ataque (88 gols).

Com eficiência ímpar aliada aos tropeços dos rivais, o Corinthians chegou ao título em uma goleada de 4 a 0 sobre o Guarani já em janeiro de 1952. No jogo seguinte, marcou três vezes contra o Ypiranga e chegou ao centésimo gol. Para deixar a festa ainda mais completa, venceu o Palmeiras por 3 a 1 no encerramento do campeonato e finalizou a campanha com 103 gols marcados, 24 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas.

Com um ataque tão poderoso, o artilheiro do campeonato só poderia ser mesmo corintiano. Carbone, autor de 30 gols, ocupou o posto. Ainda marcaram Baltazar (24), Cláudio (18), Luizinho (13), Jackson (10), Colombo e Nelinho (2), Idário, Mário, Roberto e Sula (1).

Campanha do Corinthians no Paulistão de 1951:

02/06/1951: Corinthians 3 x 2 Nacional
09/06/1951: Corinthians 3 x 1 Ponte Preta
17/06/1951: Corinthians 5 x 2 XV de Piracicaba
23/06/1951: Corinthians 9 x 2 Comercial-SP
29/07/1951: Corinthians 1 x 0 Radium
05/08/1951: Corinthians 3 x 3 Portuguesa
12/08/1951: Corinthians 7 x 1 Jabaquara
15/08/1951: Corinthians 3 x 0 Juventus
26/08/1951: Corinthians 4 x 0 São Paulo
09/09/1951: Portuguesa Santista 0 x 4 Corinthians
16/09/1951: Corinthians 4 x 1 Santos
23/09/1951: Guarani 0 x 4 Corinthians
30/09/1951: Corinthians 3 x 2 Ypiranga
07/10/1951: Palmeiras 3 x 2 Corinthians
20/10/1951: Corinthians 3 x 0 Nacional
28/10/1951: Ponte Preta 0 x 1 Corinthians
04/11/1951: XV de Piracicaba 2 x 3 Corinthians
11/11/1951: Corinthians 3 x 1 Comercial-SP
17/11/1951: Corinthians 5 x 2 Radium
25/11/1951: Portuguesa 7 x 3 Corinthians
02/12/1951: Jabaquara 2 x 4 Corinthians
08/12/1951: Corinthians 7 x 2 Juventus
16/12/1951: São Paulo 1 x 4 Corinthians
30/12/1951: Corinthians 1 x 1 Portuguesa Santista
06/01/1952: Santos 2 x 4 Corinthians
13/01/1952: Corinthians 4 x 0 Guarani
19/01/1952 :Corinthians 3 x 0 Ypiranga
27/01/1952 :Corinthians 3 x 1 Palmeiras


EM 1921, PALESTRA ITÁLIA TIROU TÍTULO DO CORINTHIANS E DEU DE ‘PRESENTE DE NATAL’ AO PAULISTANO

O Campeonato Paulista de 1921 reuniu 12 equipes na disputa pelo título da competição. A edição disputada há um século conta com uma das mais emblemáticas partidas da história entre Palmeiras e Corinthians. O alviverde, ainda nomeado Palestra Itália, venceu o último jogo do campeonato, tirou o título das mãos corintianas e deu ao Paulistano um verdadeiro presente de Natal.

Paulistano e Palestra Itália iniciaram o campeonato como favoritos. O primeiro havia sido tetracampeão entre 1916 e 1919, enquanto o time da colônia italiana tinha conquistado o seu primeiro título no ano anterior. O Corinthians, campeão da Liga Paulista de Foot-ball em 1914 e 1916, também tinha um forte time e buscava encerrar o jejum de conquistas.

No dia 21 de abril, o campeonato teve início com a partida entre Internacional e Minas Gerais, vencida pelo primeiro por 2 a 1. No dia 1º de maio, houve o primeiro embate entre Palestra Itália e Paulistano, que ganhou por 4 a 1. O time palestrino ainda perderia para o Internacional (3 a 2) e veria os rivais Paulistano e Corinthians dispararem na liderança.

Os dois seguiram com 100% de aproveitamento até o primeiro encontro entre eles, quando houve um empate. Com isso, o Palestra Itália, que venceu todos os jogos seguintes, encurtou a vantagem para três pontos. Na última rodada do turno, foi a vez do confronto entre corintianos e palestrinos, que venceram por 3 a 1 e tiraram a invencibilidade do rival. O Paulistano agradeceu e fechou o turno na liderança, com 21 pontos, dois a mais que o Corinthians e três a mais que o Palestra.

Com o Paulistano perdendo dois pontos por causa de escalação irregular de jogadores em uma partida contra o Ypiranga, a vantagem na pontuação foi eliminada. No dia 6 de novembro, Paulistano e Palestra Itália voltaram a se enfrentar. Novamente o CAP levou a melhor – 1 a 0 -, e praticamente eliminou as chances de título do adversário.

Decisão

Com um ponto de vantagem para o Corinthians, que havia empatado com o Santos, o Paulistano teve a chance de conquistar a taça no confronto direto. O Timão, porém, saiu vitorioso por 2 a 0 e ficou em vantagem, dependendo apenas de si para ser campeão. O Paulistano encerrou sua participação vencendo Internacional, AA das Palmeiras e Sírio. O Corinthians, porém, venceu o Minas Gerais e entrou no jogo final dependendo de uma vitória sobre o Palestra Itália, que já não tinha mais chances.

Curiosamente, antes da partida ventilou-se a hipótese de corpo-mole palestrino, para prejudicar o Paulistano. Em campo, porém, o que se viu foi uma enorme superioridade alviverde em pleno 25 de dezembro. Martinelli, aos 20, abriu o placar. Precisando de um empate para ao menos igualar o Paulistano em pontos, o Corinthians tentou, mas viu o rival ampliar com Imparato. Heitor ainda faria o terceiro e garantiria a vitória palestrina e o título do Paulistano.

Sobreviventes

Das 12 equipes que disputaram o campeonato, apenas quatro ainda seguem no futebol profissional. Além do Palestra Itália, hoje Palmeiras, e Corinthians, também estavam presente Santos e Portuguesa, que jogava em parceria com o Mackenzie. Paulistano, Germânia, Ypiranga e Sírio ainda existem como clubes sociais e mantêm atividades em outros esportes. Já Minas Gerais, AA São Bento, AA das Palmeiras e Internacional foram extintos no decorrer dos anos.

Classificação final
1 – Paulistano (39pts)
2 – Palestra Itália e Corinthians (38pts)
4 – São Bento (25pts)
5 – Ypiranga (22pts)
6 – Minas Gerais (21pts)
7 – Sírio (20pts)
8 – Portuguesa-Mackenzie (17pts)
9 – AA das Palmeiras (14pts)
10 – Santos (11pts*)
11 – Internacional (10pts*)
12 – Germânia (7pts)
*um dos jogos entre Santos e Internacional não foi realizado

SÃO BERNARDO x SÃO BERNARDO: ENCONTRO DE HOMÔNIMOS NÃO É INÉDITO NO FUTEBOL PAULISTA

O futebol paulista terá um confronto bastante curioso nesse fim de semana. Pela primeira vez, São Bernardo Futebol Clube e Esporte Clube São Bernardo se enfrentarão em uma partida profissional. O encontro de homônimos de São Bernardo do Campo, porém, não é a primeira vez que colocará frente a frente equipes de mesmo nome e cidade.

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