SÃO PAULO VENCE PAULISTÃO 2021 E QUEBRA SEU MAIOR JEJUM DE TÍTULOS ESTADUAIS

O São Paulo é o campeão paulista de 2021. A equipe tricolor derrotou o Palmeiras na final por 1 a 0 e conquistou o seu 22º título do Paulistão. A conquista quebra um tabu de 15 anos, o maior da história do clube, e deixa o Tricolor em igualdade com o Santos em número de conquistas.

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APENAS O SEGUNDO NA FINAL, CHOQUE-REI DECIDE O PAULISTÃO PELA OITAVA VEZ

Ruben Fontes Neto

São Paulo e Palmeiras são os finalistas do Paulistão 2021. O confronto entre os rivais tricolores e alviverdes ocorrerá apenas pela segunda vez na finalíssima do campeonato. Na primeira, há 29 anos, o São Paulo contou com um show de Raí e levou a melhor. Em outras seis oportunidades o confronto definiu o campeonato, e aí a vantagem é palmeirense, com quatro vitórias contra duas do Tricolor.

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MIRASSOL É O MELHOR DO INTERIOR PELO SEGUNDO ANO SEGUIDO E QUEBRA TABU DE 30 ANOS

Pelo segundo ano consecutivo o Mirassol foi o melhor time do interior no Paulistão. Terceiro colocado no ano passado, o Mirassol terminou em quarto em 2021 e quebrou um tabu que já durava três décadas, já que em 1989 e 1990 o Bragantino foi o último time interiorano a chegar entre os quatro melhores do campeonato em dois anos consecutivos (levantamento de Bruno Miotto).

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PAULISTÃO: PRIMEIRA FASE TEM SÃO PAULO DOMINANTE, NOVORIZONTINO PREJUDICADO E DUPLA IOIÔ

Ruben Fontes Neto

A primeira fase do Paulistão chegou ao fim definindo os oito classificados para o mata-mata da competição e também os dois rebaixados para a Série A2 da próxima temporada. O maior destaque da fase inicial, no entanto não está em nenhum desses grupos. O Santos terminou em 3º lugar da sua chave e está eliminado. O time alvinegro, porém, sai até no lucro já que entrou na última rodada com chance de queda. Já o Novorizontino, mais uma vez faz uma boa campanha, mas fica de fora por conta do regulamento.

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SANTOS NÃO FICAVA FORA DO TOP-8 HÁ 18 ANOS; RELEMBRE AS PIORES CAMPANHAS DO TIME NO PAULISTÃO

Ruben Fontes Neto

O Santos está fora das quartas de final do Paulistão em 2021. Ainda correndo risco de rebaixamento, a equipe praiana tenta evitar um vexame ainda maior. A última vez que o time não esteve no top-8 do campeonato havia sido em 2003, quando foi nona colocada. Além destas duas temporadas, o alvinegro ficou abaixo da oitava colocação em mais seis oportunidades.

Entre 1920 e 1923, o Santos ainda não era considerado um dos principais clubes de São Paulo e as classificações mostravam isso. No primeiro ano, o time abandonou o torneio após 10 jogos, quando somava uma vitória e nove derrotas e acabou em 10º na classificação geral. Nos anos seguintes, chegou a fazer o campeonato completo, mas terminou apenas em 10º, 11º e 9º, respectivamente.

A partir de 1923, o Santos começou a se estabelecer, sempre ficando entre os cinco melhores até finalmente conquistar o título em 1935. Após 20 anos de boas campanhas, mas sem título, o Peixe venceu o Paulistão novamente em 1955 e iniciou um período de hegemonia que durou até 1973, com 13 títulos.

O fim da Era Pelé, porém, trouxe problemas para a equipe, que fez sua pior campanha na história em termos de classificação em 1976. Em um torneio de 18 clubes, o Santos ficou em 13º e sequer passou da primeira fase, onde se classificavam 12. Presidido por Modesto Roma, o pai, o time tentou uma virada de mesa, mas não conseguiu.

Em 1982, novamente o Santos ficou fora do top-8, terminando em nono lugar. O torneio foi disputado em dois turnos com os campeões de cada um fazendo a finalíssima. O alvinegro foi 12º no primeiro e ficou em 8º no segundo.

Outra campanha ruim aconteceu em 1991. Com o campeonato dividido em dois grupos, o Santos ficou em sétimo no grupo principal na primeira fase. Os cinco primeiros se classificavam para a segunda fase, juntamente com três do outro grupo, que tinha o São Paulo após a péssima campanha de 1990 (clique aqui e saiba mais). Colocando todos os times em uma classificação geral, o Santos ficou apenas no 14º lugar.

Já em 2003, o Paulistão foi disputado por 21 clubes divididos em três grupos. Os dois primeiros, mais os dois melhores terceiros colocados se classificavam para as quartas de final. Já as 12 piores equipes disputavam um torneio que definiria o rebaixado. Após um turno único dentro do grupo, o Santos ficou em quarto da sua chave, atrás de Portuguesa Santista e Santo André. Em nono lugar na classificação geral, ficou fora das quartas, mas conseguiu escapar de disputar o Torneio da Morte.

Sem chances de classificação, o Santos ainda tem um jogo para fazer em 2021. Na 14ª colocação, o alvinegro corre risco de rebaixamento. Na última rodada tem confronto direto contra o São Bento precisando de um empate para escapar.

ÁGUA SANTA É O ÚLTIMO INVICTO DE 2021 ENTRE TIMES DAS SÉRIES A1, A2 E A3

O Água Santa é o último invicto do futebol paulista em 2021 considerando os 48 times das três principais divisões do futebol paulista. Após 11 jogos na Série A2, o time de Diadema ainda não foi derrotado. O penúltimo a perder a invencibilidade foi o Desportivo Brasil, superado pelo Barretos na sétima rodada da Série A3, disputada nesta terça-feira (4).

Em 11 jogos realizados até o momento em 2021, o Água Santa venceu sete e empatou quatro. Na próxima rodada terá um desafio importante, já que encara o Oeste, líder da Série A2.

Confira abaixo quando as equipes que disputam as séries A1, A2 e A3 perderam a invencibilidade na temporada 2021:

Desportivo Brasil: 04/05 (6J) – Série A3
Atibaia: 30/04 (9J) – Série A2
Noroeste: 29/04 (4J) – Série A3
Batatais: 29/04 (4J) – Série A3
Oeste: 28/04 (8J) – Série A2
XV de Piracicaba: 28/04 (8J) – Série A2
Rio Claro: 24/04 (6J) – Série A2
São Bernardo FC: 24/04 (6J) – Série A2
Juventus: 20/04 (4J) – Série A2
Palmeiras: 14/04 (6J*) – Série A1
Corinthians: 13/04 (8J**) – Série A1

*inclui jogos da Recopa Sul-Americana e Supercopa do Brasil. Jogo da Supercopa do Brasil foi considerado empate
**inclui jogos da Copa do Brasil

PAULISTÃO: FERROVIÁRIA E INTER DE LIMEIRA GARANTEM VAGA NA SÉRIE D 2022; SÃO CAETANO É REBAIXADO

Após venceram seus jogos nesta segunda-feira (3), Ferroviária e Inter de Limeira garantiram vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2022. As duas equipes que vão jogar o torneio nesta atual temporada, já sabem que caso não conquistem o acesso terão nova oportunidade na temporada seguinte.

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PAULISTÃO: SÃO PAULO É O PRIMEIRO CLASSIFICADO; CORINTHIANS VENCE O CLÁSSICO E PALMEIRAS CORRE RISCO

O Paulistão 2021 segue bagunçado, com diferença de até três jogos entre as equipes. Apesar disso, já dá para cravar o São Paulo como primeiro classificado para as quartas de final do torneio. O domingo também teve clássico entre Santos e Corinthians na Vila Belmiro, com vitória visitante. Já o atual campeão Palmeiras perdeu para o Mirassol e se complicou.

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SUPERLIGA DE SÃO PAULO? RELEMBRE QUANDO O INTERIOR PAULISTA SOFREU COM O ELITISMO

A criação da Superliga europeia reunindo 12 dos principais clubes do continente agitou o mundo do futebol. Sem rebaixamento dos fundadores, convites para um grupo exclusivo e muito dinheiro para os envolvidos. A ideia elitista, porém, não é novidade no futebol e mesmo os clubes paulistas menores já sofreram com isso. Confira abaixo algumas das vezes em que criou-se uma ‘Superliga de São Paulo’.

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SÃO PAULO LIDERA PAULISTÃO EM TODAS AS CLASSIFICAÇÕES POSSÍVEIS

O Paulistão está todo bagunçado, mas uma coisa não tem mudança: o São Paulo é o líder seja qual seja a classificação. Ao vencer o Palmeiras, por 1 a 0, no Choque-Rei, o Tricolor chegou aos 19 pontos ganhos, tendo também o melhor aproveitamento de pontos disputados (79,2%).

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DERROTA DO CORINTHIANS DEIXA O PALMEIRAS COMO ÚNICO INVICTO NO PAULISTÃO

O Palmeiras é o último invicto do Paulistão 2021. Após o Red Bull Bragantino ser derrotado na segunda-feira (12), nesta terça-feira (13) foi a vez do Corinthians perder a invencibilidade. Com isso, o alviverde, que fez somente quatro jogos no campeonato, é o único que ainda não foi derrotado na atual edição.

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FPF DIVULGA NOVO PROTOCOLO SANITÁRIO PARA RETORNO DO PAULISTÃO; SÉRIES A2 E A3 SEGUEM PARALISADAS

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (9), o governador João Dória liberou o retorno do Paulistão. Para isso, os clubes e a FPF deverão adotar um novo protocolo sanitário, aprovado pelo Ministério Público. O torneio deve retornar já neste sábado. As séries A2 e A3, porém, seguem paralisadas.

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PAULISTÃO-1991: COMO SÃO PAULO FOI DE ‘REBAIXADO’ A CAMPEÃO

Ruben Fontes Neto

O início dos anos 90 foi uma das épocas mais vitoriosas da história do São Paulo. Campeão da Libertadores e Mundial em 1992 e 1993, o Tricolor ainda faturou o Brasileiro de 1991. No meio das conquistas, o time comandado por Telê Santana ganhou também o Paulistão de 1991. A conquista, porém, até hoje é marcada pelo mito de que a equipe teria caído em 1990. Entenda o que aconteceu e como o São Paulo passou de ‘rebaixado’ a campeão.

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A origem ocorre no Paulistão de 1987, que teve problemas judiciais. A FPF, então, resolveu inchar a elite paulista. De 20 equipes em 1988, o torneio passou para 22 no ano seguinte, 24 em 1990 e, finalmente, 28 em 1991. Para alocar tantos clubes, eles eram divididos em dois grupos. Em um deles, ficavam as equipes consideradas mais fortes, enquanto as restantes integravam a outra chave. Para não repetir os mesmos times, de um ano para outro havia acesso e rebaixamento entre os grupos; Não havia, porém, queda de divisão.

Como o São Paulo foi parar no Grupo B?

Se você acha que o regulamento atual do estadual é confuso, em 1990, era muito mais. Os 24 participantes eram divididos em dois grupos de 12 equipes cada. Apesar disso, na primeira fase, os times jogaram todos contra todos, acumulando 23 jogos.

O regulamento previa que os três primeiros de cada chave avançavam para a fase seguinte, sendo que o campeão de cada grupo garantia vaga na Copa do Brasil de 1991. Por conta disso, Bragantino e Novorizontino, campeão e vice ao final, ficaram de fora do torneio nacional.

Sendo assim, Corinthians, Palmeiras, Bragantino, XV de Piracicaba, XV de Jaú e Ferroviária se classificaram. Outras seis vagas eram dadas para os times que tivessem a melhor campanha, independente da chave. Nesse critério, Ituano, América, Santos, Mogi Mirim e Portuguesa avançaram de forma direta. Com 23 pontos, o São Paulo ficou de fora, mas ainda teve uma segunda chance, já que o regulamento previa uma repescagem entre as outras 12 equipes.

Naquele ano, aconteceu a Copa da Itália. Obviamente, a FPF decidiu seguir com o seu torneio. Enquanto o Brasil se preparava para o Mundial, o São Paulo iniciava então a repescagem para a segunda fase do Paulistão. As 12 equipes foram divididas em dois grupos que jogavam em dois turnos. Apenas o líder de cada seguia no torneio. Após fracassar na fase inicial, o São Paulo novamente não conseguiu a classificação para a segunda fase. Com isso, em 1991, as 14 equipes do Grupo Verde foram os times que chegaram na segunda fase de 1990. Assim, o São Paulo foi parar no Grupo Amarelo.

Caminho facilitado

Após o fiasco de 1990 e um início ruim no Brasileirão, o São Paulo trocou o comando técnico. O uruguaio Pablo Forlán deixou a equipe para a chegada de Telê Santana. Com o novo técnico, o Tricolor foi vice-campeão brasileiro de 1990. No ano seguinte, o calendário se inverteu. O nacional foi disputado no início do ano. O São Paulo foi o campeão em 9 de junho e quando o Paulistão teve início, no dia 24 do mês seguinte, a equipe do Morumbi já era a favorita.

Diferentemente do ano anterior, na primeira fase os times jogavam dois turnos dentro do próprio grupo para definir os classificados. Diante das equipes consideradas mais fracas, o São Paulo não teve dificuldades. Em 26 jogos, foram 17 vitórias, oito empates e apenas uma derrota.

Outra mudança de regulamento foi o número de classificados, que caiu para oito (5 do Grupo Verde e 3 do Grupo Amarelo). Eles foram divididos em dois grupos de quatro. De um lado, Corinthians, Portuguesa, Inter de Limeira e Santo André. De outro, São Paulo, Palmeiras, Guarani e Botafogo.

São Paulo e Palmeiras chegaram empatados em oito pontos na rodada final. O Tricolor tinha três vitórias e dois empates, enquanto o alviverde tinha quatro vitórias e uma derrota – exatamente para o rival. O regulamento, porém, previa que em caso de empates em pontos prevaleceria a melhor campanha na fase anterior. Enquanto palmeirenses questionam a vantagem do rival até hoje, por estar em um grupo mais fraco, os são-paulinos seguraram o empate em 0 a 0 para garantir vaga na decisão contra o Corinthians.

Raí brilha na final

A decisão opôs os finalistas do Campeonato Brasileiro de 1990. Ambas as partidas foram disputadas no Morumbi. No jogo de ida, Raí brilhou e marcou três vezes, dando larga vantagem ao Tricolor contra o Corinthians. O camisa 10, inclusive, foi o artilheiro da competição marcando 20 gols durante a campanha.

O São Paulo só não seria campeão caso perdesse o jogo de volta no tempo normal e também fosse derrotado na prorrogação – não havia saldo de gols –, porém, um empate sem gols coroou a conquista são-paulina.

O time tricolor ainda conquistaria o bicampeonato estadual em 1992, além de iniciar uma série de conquistas internacionais que marcaram a história do clube.

APENAS OITO EQUIPES JÁ DERROTARAM OS QUATRO GRANDES EM UMA MESMA EDIÇÃO DO PAULISTÃO

Por Ruben Fontes Neto

Os grandes Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo são, sem dúvidas, os mais temidos times a serem enfrentados no Paulistão. Maiores vencedores do estadual, eles levam vantagem histórica sobre os demais concorrentes. Vencê-los uma vez já é motivo de comemoração. As equipes que venceram os quatro ao longo da história já consideram uma glória. Porém, apenas oito equipes do futebol paulista fizeram a quadra sobre os grandes em uma única edição do Paulistão. Confira abaixo quem são.

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A Portuguesa Santista estreou no Paulistão em 1929, mas somente em 1935 passou, de fato, a fazer parte da elite estadual. Naquele mesmo ano, o Santos faturava seu primeiro Campeonato Paulista. No ano seguinte, então, cada um do quarteto detinha ao menos um título da elite estadual pela primeira vez. O Corinthians somava 8 conquistas, o Palmeiras 5 e o São Paulo tinha sido campeão em 1931. No entanto, isso não amedrontou a Portuguesa Santista, que se tornou o primeiro time a vencer os quatro em uma edição do Paulistão. Ao final do torneio, a equipe rubro-verde foi 3ª colocada.

Somente após 16 anos o feito voltou a acontecer. Quinta força do futebol paulista na metade do século passado, a Portuguesa conseguiu pela primeira vez derrotar os seus maiores rivais em uma mesma edição do Paulistão em 1952. Embalada, a rubro-verde ainda voltaria a repetir o feito em mais quatro ocasiões: 1960 (vice-campeã), 1964 (3ª colocada), 1975 (vice-campeã) e 1977 (3ª).

Além da Portuguesa, o Guarani também conseguiu derrotar os quatro grandes em 1964. Bem estabelecido na elite, o Bugre foi apenas o sétimo colocado naquela edição. Apesar disso, a campanha entrou para a história ao conseguir derrotar os maiores vencedores do torneio com direito a 5 a 1 sobre o Santos de Pelé, que perdeu um pênalti na partida.

Quem mais?

Com um grande time, a Ferroviária fez bela campanha em 1969 e terminou em sexto lugar. Jogando duas vezes contra cada um dos grandes, conseguiu fazer a quadra o que a deixou com chances de classificação para o quadrangular final faltando seis rodadas. O time, porém, sofreu uma queda de rendimento nos últimos jogos e não conseguiu se infiltrar na disputa pela taça.

Em 1978, o Guarani foi campeão brasileiro. Logo após o torneio, houve a disputa do Paulistão. O Bugre manteve a boa fase e fez ótima campanha no estadual, vencendo novamente os principais concorrentes pelo título. Na semifinal, entretanto, acabou derrotado pelo Santos e dando adeus ao campeonato.

Em 1980, duas equipes alvinegras entraram para o seleto grupo. A Inter de Limeira, em apenas seu segundo ano na elite, surpreendeu e terminou em sexto lugar com direito a vitórias sobre Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Já o Comercial foi apenas o 10º, mas também conseguiu derrotar o quarteto.

O alvinegro de Ribeirão Preto conseguiria um feito inédito em 1981, quando mais uma vez derrotou os quatro grandes. Pela primeira vez um clube conquistava a marca de forma consecutiva. Além do Comercial, o arquirrival Botafogo, o Guarani e o São José também conseguiram vencer Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo. Assim, pela primeira vez quatro equipes conseguiam fazer a ‘quadra’ em uma mesma edição. Apesar disso, o São Paulo foi o campeão.

Campeões prejudicados

A lista poderia contar com mais dois elementos que foram campeões paulistas. Em 2004, o São Caetano faturou o título após 15 jogos. Porém, como estava em grupo diferente do que o Corinthians na primeira fase, não enfrentou o alvinegro, que não se classificou para o mata-mata.

Já o Ituano, campeão de 2014, estava no mesmo grupo do Corinthians, mas o regulamento previa que eles só se enfrentariam nas quartas de final. O time alvinegro foi o terceiro da chave, atrás também do Botafogo, e ficou de fora do caminho.

Tanto São Caetano quanto Ituano venceram Palmeiras, Santos e São Paulo na campanha dos títulos estaduais.

Próximo da lista

Com o Paulistão 2021 paralisado após quatro rodadas disputadas, quem, em tese, está mais próximo é o Novorizontino, que derrotou o São Paulo. Essa, inclusive, é a única derrota do quarteto fora dos clássicos no estadual. O time aurinegro ainda enfrenta Corinthians e Santos na primeira fase e, se conseguir se classificar, poderia encarar o Palmeiras nas quartas de final.

Vale destacar, porém, que todas as outras 11 equipes ainda têm chances considerando os confrontos restantes da primeira fase e possíveis cruzamentos do mata-mata.

Grandes do Paulistão

HÁ 70 ANOS, CORINTHIANS ERA O PRIMEIRO TIME A MARCAR MAIS DE 100 GOLS NO PAULISTÃO

Uma verdadeira máquina de fazer gols. Assim foi o Corinthians de 1951. Naquele Paulistão, o time alvinegro foi praticamente imbatível, conseguiu goleadas históricas e pela primeira vez uma equipe superava os 100 gols marcados em uma mesma edição do Campeonato Paulista.

O Timão fez o jogo de abertura do torneio diante do Nacional e venceu por 3 a 2. O ataque continuou ‘a mil por hora’ nos 12 jogos seguintes e o Corinthians registrou goleadas históricas como o 9 a 2 sobre o Comercial de São Paulo, 7 a 1 contra o Jabaquara e 4 a 0 contra o São Paulo.

Com 12 vitórias e um empate, o time só foi perder exatamente no último jogo do primeiro turno, em um dérbi contra o Palmeiras. Apesar disso, terminou a primeira parte do campeonato em primeiro lugar entre os 15 participantes, com 25 pontos ganhos contra 23 do alviverde e da Portuguesa, com quem havia empatado. Àquela altura, o ataque já registrava 55 gols e dava mostras que poderia entrar para a história.

No segundo turno, o Corinthians só não marcou três ou mais gols em duas partidas: vitória de 1 a 0 contra a Ponte Preta e empate em 1 a 1 com a Portuguesa Santista. Ainda registou goleadas de 5 a 2 contra o Radium e 7 a 2 contra o Juventus. A única derrota aconteceu para a Portuguesa, quando foi goleado por 7 a 3 pelo time que ficaria em terceiro lugar com o segundo melhor ataque (88 gols).

Com eficiência ímpar aliada aos tropeços dos rivais, o Corinthians chegou ao título em uma goleada de 4 a 0 sobre o Guarani já em janeiro de 1952. No jogo seguinte, marcou três vezes contra o Ypiranga e chegou ao centésimo gol. Para deixar a festa ainda mais completa, venceu o Palmeiras por 3 a 1 no encerramento do campeonato e finalizou a campanha com 103 gols marcados, 24 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas.

Com um ataque tão poderoso, o artilheiro do campeonato só poderia ser mesmo corintiano. Carbone, autor de 30 gols, ocupou o posto. Ainda marcaram Baltazar (24), Cláudio (18), Luizinho (13), Jackson (10), Colombo e Nelinho (2), Idário, Mário, Roberto e Sula (1).

Campanha do Corinthians no Paulistão de 1951:

02/06/1951: Corinthians 3 x 2 Nacional
09/06/1951: Corinthians 3 x 1 Ponte Preta
17/06/1951: Corinthians 5 x 2 XV de Piracicaba
23/06/1951: Corinthians 9 x 2 Comercial-SP
29/07/1951: Corinthians 1 x 0 Radium
05/08/1951: Corinthians 3 x 3 Portuguesa
12/08/1951: Corinthians 7 x 1 Jabaquara
15/08/1951: Corinthians 3 x 0 Juventus
26/08/1951: Corinthians 4 x 0 São Paulo
09/09/1951: Portuguesa Santista 0 x 4 Corinthians
16/09/1951: Corinthians 4 x 1 Santos
23/09/1951: Guarani 0 x 4 Corinthians
30/09/1951: Corinthians 3 x 2 Ypiranga
07/10/1951: Palmeiras 3 x 2 Corinthians
20/10/1951: Corinthians 3 x 0 Nacional
28/10/1951: Ponte Preta 0 x 1 Corinthians
04/11/1951: XV de Piracicaba 2 x 3 Corinthians
11/11/1951: Corinthians 3 x 1 Comercial-SP
17/11/1951: Corinthians 5 x 2 Radium
25/11/1951: Portuguesa 7 x 3 Corinthians
02/12/1951: Jabaquara 2 x 4 Corinthians
08/12/1951: Corinthians 7 x 2 Juventus
16/12/1951: São Paulo 1 x 4 Corinthians
30/12/1951: Corinthians 1 x 1 Portuguesa Santista
06/01/1952: Santos 2 x 4 Corinthians
13/01/1952: Corinthians 4 x 0 Guarani
19/01/1952 :Corinthians 3 x 0 Ypiranga
27/01/1952 :Corinthians 3 x 1 Palmeiras


SEM MARCAR, SÃO CAETANO TEM O PIOR ATAQUE DOS ÚLTIMOS OITO ANOS

O São Caetano ainda não sabe o que é marcar gols no Paulistão. Após quatro rodadas, o Azulão é o único time que ainda não balançou as redes adversárias e, com apenas um ponto somado conquistado em um empate sem gols com o rival Santo André, já se vê ameaçado de rebaixamento em seu ano de volta à elite.

Desde 2013, nenhuma equipe passava em branco nas quatro primeiras rodadas do estadual. A última foi o Ituano, que não marcou contra Penapolense, Atlético Sorocaba, Linense e Santos naquela edição do Paulistão.

Nesta edição, o São Caetao enfrentou Red Bull Bragantino (0x2), Santo André (0x0), Palmeiras (0x3) e Corinthians (0x1).

Confira os piores ataques do Paulistão nas primeiras quatro rodadas desde 2013:

2021: São Caetano – 0GM
2020: Água Santa – 1GM
2019: 6 equipes – 2GM
2018: Linense e Mirassol – 2GM
2017: São Bento – 1GM
2016: XV de Piracicaba – 1GM
2015: Marília – 1GM
2014: Penapolense – 1GM
2013: Ituano – 0GM

PAULISTÃO: APÓS PRIMEIRO TERÇO QUASE COMPLETO, GRUPO C SE DESTACA

O Paulistão teve sua quarta rodada disputada no fim de semana, completando um terço do campeonato. Apenas a partida entre Palmeiras e São Bento, válida pela terceira rodada, falta ser disputada. Até o momento, os times do Grupo C se destacam, estando todos no G8 da classificação geral.

Com a vitória do fim de semana e o tropeço do São Paulo, o Red Bull Bragantino assumiu a liderança do torneio com oito pontos. Porém, com um jogo ainda por fazer, o Palmeiras soma sete e tem o melhor aproveitamento até o momento. Além dos dois, Corinthians e Mirassol, que também têm oito pontos, são os outros invictos do torneio.

Por outro lado, São Bento, São Caetano e Botafogo ainda não sabem o que é vencer. O time de São Caetano do Sul ainda tem o pior ataque da competição, sem ter marcado nenhum gol até o momento.

Confira os números do Paulistão após a 4ª rodada:

Jogos: 31
Vitória de Mandantes: 12
Vitória de Visitantes: 8
Empates: 11
Resultado mais frequente: 1×1 (6)
Maior goleada: Ferroviária 5×0 Botafogo (3ª rodada)

Gols: 66 (média 2,13)
Gols de mandantes: 37
Gols de visitantes: 29
Gols no 1º tempo: 37
Gols no 2º tempo: 29

Melhor ataque: São Paulo (10 gols marcados)
Pior ataque: São Caetano (0 gols marcados)
Melhor defesa: Red Bull Bragantino (média 0,50 – 2GS / 4J)
Pior defesa: Botafogo e Santos (8 gols sofridos)

Artilharia
4 gols: Bruno Mezenga (Ferroviária)
2 gols: Fabricio Daniel (Mirassol), Gabriel Sara, Rojas e Pablo (São Paulo), Lucas Lima (Palmeiras), Mateus Vital (Corinthians) e Vitinho (Red Bull Bragantino)

GOLEADAS E PRIMEIRO HAT-TRICK MARCAM 3ª RODADA DO PAULISTÃO

A 3ª rodada do Paulistão foi marcada por goleadas. No clássico San-São, o Tricolor não tomou conhecimento do rival alvinegro e fez seu segundo 4 a 0 consecutivo – na rodada passada a vítima foi a Inter de Limeira -, enquanto a Ferroviária aplicou a maior goleada do estadual diante do Botafogo.

Dos 22 jogos realizados até o momento, 10 (45,4%) terminaram empatados. Por conta disso, oito equipes ainda não sabem o que é perder, enquanto sete não ganharam.

Com duas goleadas seguidas, o São Paulo tem o melhor ataque com nove gols. Já o São Caetano é o único time que ainda não balançou as redes. Autor de três gols na vitória de 5 a 0 da Ferroviária sobre o Botafogo, Bruno Mezenga se isolou na artilharia com quatro gols marcados.

Confira os números do Paulistão:

Jogos: 22

Vitória de Mandantes: 6

Vitória de Visitantes: 6

Empates: 10

Resultado mais frequente: 1×1 (6)

Maior goleada: Ferroviária 5×0 Botafogo (3ª rodada)

Gols: 49 (média 2,23)

Gols de mandantes: 25

Gols de visitantes: 24

Gols no 1º tempo: 27

Gols no 2º tempo: 22

Melhor ataque: São Paulo (9 gols marcados)

Melhor defesa: São Paulo, Ferroviária, Ituano e Red Bull bragantino (1 gol sofrido)

Artilharia

4 gols: Bruno Mezenga (Ferroviária)


2 gols: Fabricio Daniel (Mirassol), Gabriel Sara e Pablo (São Paulo), Mateus Vital (Corinthians) e Vitinho (Red Bull Bragantino)

Confira a classificação


PAULISTÃO: ITUANO 100% E VISITANTES COM LARGA VANTAGEM APÓS DUAS RODADAS

O ‘fator casa’ não fez a diferença nas duas primeiras rodadas do Paulistão. Em 15 jogos realizados, apenas duas vezes os mandantes venceram. Na segunda rodada, apenas o Ituano conseguiu vencer em seu estádio. O time rubro-negro, inclusive, é o único 100% na competição.

Se na primeira rodada os visitantes venceram três jogos, a marca foi ainda melhor nesta segunda. Dos oito jogos realizados, foram quatro vitórias de quem atuou fora de casa. Destaque para o São Paulo, que goleou a Inter de Limeira por 4 a 0.

O Ituano é o único time que venceu os dois jogos que fez na competição. Após terem o jogo da rodada inicial, Palmeiras e São Caetano estrearam com empate e derrota, respectivamente. Sem ser vazado, o time de Itu ainda tem a melhor defesa ao lado do Red Bull Bragantino. O melhor ataque é do São Paulo, com cinco gols.

A artilharia também começa a ter seus primeiros nomes a se destacar. Fabrício Daniel, do Mirassol, foi o único jogador a marcar nas duas rodadas disputadas. Ele divide a ponta com Vitinho, que marcou os dois gols do Red Bull Bragantino na vitória contra o São Caetano.

Confira os números do Paulistão após a segunda rodada:

Jogos: 15*
Vitória de Mandantes: 2
Vitória de Visitantes: 6
Empates: 7
Resultado mais frequente: 1×1 (4)

*o jogo Palmeiras x São Caetano será disputado em 11/03

Gols: 32 (média 2,13)
Gols de mandantes: 11
Gols de visitantes: 21
Gols no 1º tempo: 18
Gols no 2º tempo: 14
Melhor ataque: São Paulo (5 gols marcados)
Melhor defesa: Ituano e Red Bull Bragantino (0 gols sofridos)

Artilheiros
2 gols: Fabrício Daniel (Mirassol) e Vitinho (Red Bull Bragantino)

ATLETAS E TÉCNICOS DAS DIVISÕES DE ACESSO FALAM SOBRE POSSÍVEL PARALISAÇÃO DO FUTEBOL

O crescente número dos casos de covid-19 no Brasil volta a deixar o futebol em xeque. Após uma paralisação de quatro meses em 2020, o futebol paulista volta a conviver com uma ameaça de uma nova parada. O Ministério Público já prepara uma carta para a CBF pedindo a suspensão de todos os campeonatos. Não se sabe se a paralisação, se acatada, seria imediata ou após a rodada a ser disputada no próximo fim de semana. A FPF se mostra contrária, mesmo com os casos ocorrendo em diversos clubes.

Em contato com alguns atletas e treinadores das divisões de acesso do Campeonato Paulista, o 1902futebol apurou que grande parte é contraria a uma nova paralisação. De acordo com o protocolo da FPF, atletas e comissões técnicas são testados toda semana

Alex Reinaldo, atleta do Água Santa, comentou sobre o protocolo seguido pelos clubes. “Sou totalmente contra. Sei que vivemos um momento difícil, mas fazemos exames toda semana, então se há alguém seguro somos nós atletas, porque estamos nos prevenindo”, disse.

Técnico do XV de Piracicaba, Moisés Egert espera que os profissionais possam ser ouvidos antes de qualquer decisão ser tomada. “É um efeito dominó. Quando que vai voltar se parar? Temos que trabalhar. O nosso ambiente, com protocolo, exames, eu acho que é o ideal. O trabalho é o local mais seguro nosso. Sei que o momento é delicado, tem gente morrendo. O que não pode é se impor. Tem que perguntar para nós o que queremos. Pelo que tenho conversado com amigos treinadores, mesmo que seja dividido, a maioria ia prevalecer. As entidades que cuidam do futebol tem que mostrar apoio aos protocolos. Colocar a mão no bolso, manter as competições, os empregos de quem trabalha e precisa honrar os seus compromissos. Os estaduais precisam continuar. Caso haja muitos casos em um clube, que se adie a partida para ninguém ser severamente prejudicado”, declarou.

Também antes da estreia da Série A3, o técnico Fahel Júnior também opinou. “Sou a favor da paralisação do futebol, mas tem que parar tudo. Não adianta parar o futebol e o resto continuar funcionando. Estamos perdendo amigos, não me sinto seguro. A Série A3 ainda não começou. Está na mão da federação. Não adianta começar sábado e paralisar em seguida. Tivemos dois casos de covid no elenco. Um dos casos, o atleta testou negativo na sexta, mas se sentiu mal durante essa semana, fez um novo teste particular e deu positivo. Estava relacionado e iria viajar conosco. O protocolo é bom, mas há falhas”, contou.

Após o início do Paulistão e do Paulistão A2, alguns clubes já tiveram casos positivos de covid. O Corinthians sofre com um surto que já atinge 21 pessoas no departamento de futebol. A Ponte Preta divulgou hoje que quatro atletas também testaram positivo. O Santos, que tinha Marinho em quarentena, também informou que Pará testou positivo. O Rio Claro teve desfalques na primeira rodada e já tem mais casos confirmados, incluindo o técnico Alberto Felix. O Taubaté também confirmou que o meia Marcelinho testou positivo em teste realizado na segunda-feira. Ele esteve em campo no dia seguinte em jogo contra o Red Bull Brasil. O resultado saiu apenas nesta quinta-feira.

O Regulamentos Geral dos torneios da FPF cita W.O. caso os times não possam atuar. O capítulo I, parágrafo 4º diz: A equipe que causar a não realização de uma partida por descumprimento dos Protocolos de Treinamentos e de Operação de Jogos, a exemplo da falta de Atletas em condições de saúde para sua disputa, será punível com W.O., sem prejuízo de eventual sanção disciplinar, após oportuna apreciação do caso pela Justiça Desportiva.

ATUALIZAÇÃO
Em 11 de março, o governador João Dória declarou que seguirá uma recomendação do Ministério Público de São Paulo e os jogos em todo o Estado de São Paulo estão proibidos por 15 dias a partir de segunda-feira (15). As equipes seguirão em treinamentos. Com isso, os jogos Marília x Criciúma-SC e Mirassol x Red Bull Bragantino, válidos pela primeira fase da Copa do Brasil deverão ocorrer em outros Estados. A FPF disse que uma nova tabela será debatida na segunda-feira, após reunião com o Governo e MP e posteriormente com os clubes.

PAULISTÃO – RESUMO DA 1ª RODADA: VISITANTES SE DÃO MELHOR E GRANDES SOFREM NA ESTREIA

A primeira rodada do Paulistão foi quase totalmente disputada – o jogo entre Palmeiras e São Caetano só acontece em 11/03 – e mostrou estatísticas surpreendentes. Os grandes que entraram em campo não conseguiram vencer. A rodada também foi marcada pela superioridade dos visitantes.

Nos sete jogos realizados, foram marcados 15 gols (média de 2,14). Curiosamente, porém, nenhum atleta conseguiu marcar mais que uma vez.

Outro destaque foi que os visitantes venceram dois jogos, contra apenas um dos mandantes. Já os quatro jogos envolvendo Santos, São Paulo e Corinthians terminaram empatados.

Resumo da 1ª rodada
Jogos: 7*
Vitória de Mandantes: 1
Vitória de Visitantes: 2
Empates: 4
Resultado mais frequente: 1×1 (2)

*o jogo Palmeiras x São Caetano será disputado em 11/03

Gols: 15 (média 2,14)
Gols de mandantes: 6
Gols de visitantes: 9
Gols no 1º tempo: 8
Gols no 2º tempo: 7

Resultados
Novorizontino 1 x 1 Ponte Preta
São Bento 1 x 2 Mirassol
Ferroviária 1 x 0 Inter de Limeira
Santo André 2 x 2 Santos
Red Bull Bragantino 0 x 0 Corinthians
São Paulo 1 x 1 Botafogo
Guarani 0 x 3 Ituano

Classificação

COM DOIS ESTREANTES, REPRESENTANTES PAULISTAS NA COPA DO BRASIL 2021 SÃO DEFINIDOS

Estão definidos os representantes paulistas na Copa do Brasil 2021. Com o término do Brasileirão, oito equipes, incluindo os estreantes Mirassol e Marília, garantiram a vaga para a próxima edição do torneio, que deve começar já no dia 10/03. Havia a expectativa de Guarani e Santo André conquistarem a vaga, mas Red Bull Bragantino e Corinthians acabaram fora do G9 e deixaram de abrir mais vagas para São Paulo, que em 2020 teve 11 equipes.

A princípio, Palmeiras, Corinthians e Mirassol conquistaram a vaga via Paulistão. Campeão da Libertadores, o alviverde entrará diretamente na terceira fase e abriu lugar para a Ponte Preta, quarta colocada no Estadual. São Paulo e Santos também entrarão na terceira fase, mas não tinham vaga já assegurada através do Campeonato Paulista.

Os outros representantes paulistas serão Red Bull Bragantino, campeão do Troféu do Interior, e Marília, vice-campeão da Copa Paulista. Nenhuma equipe de São Paulo entrará pelo ranking da CBF, que dá vaga para os 10 melhores ranqueados que não asseguraram vaga via as competições classificatórias

Confira o mapa dos representantes paulistas na Copa do Brasil 2021:

APENAS TRÊS INTERIORANOS SE MANTÊM NO PAULISTÃO HÁ MAIS DE UMA DÉCADA

Foi-se o tempo em que os times do interior conseguiam uma longa sequência de disputas na elite estadual. O aumento no número de rebaixados e a diminuição de clubes faz com que, dos 16 participantes da edição de 2021, menos da metade deles tenha sequência maior que uma década de participações consecutivas na elite.

Além de Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo, a Ponte Preta é a única equipe que conseguiu atravessar a passagem do século na elite estadual, onde está desde 2000. As cinco equipes estiveram ausentes apenas na edição de 2002, quando, em virtude do Torneio Rio-São Paulo, o Paulistão não teve nove de seus principais times.

O esvaziamento do Paulistão fez com que mais três clubes conseguissem o acesso para aquela temporada. O Ituano, quarto colocado da A2 em 2001, foi um dos beneficiados e desde então também está presente na elite, sendo campeão em 2002 e 2014.Outro time a ter uma sequência de mais de uma década na primeira divisão é o Botafogo. A equipe de Ribeirão Preto disputa o Paulistão de forma contínua desde 2009, quando retornou após cinco anos de ausência.

Recorde O Guarani é o recordista de participações consecutivas entre os times do interior. Após o acesso em 1949, o Bugre esteve na primeira divisão até 2006 (57 anos). Vale ressaltar, porém, que o clube seria rebaixado em 2001, porém foi salvo após ganhar uma vaga no Torneio Rio-São Paulo de 2002. Posteriormente foi mantido no Paulistão de 2003.

Confira abaixo desde quando os clubes disputam o Paulistão de forma contínua:

COM SETE ESTREANTES, PAULISTÃO DEVE TER TÉCNICO CAMPEÃO INÉDITO

O Paulistão começa no próximo sábado (27) com uma curiosidade: nenhum dos 16 técnicos que iniciam a competição foram campeões em edições passadas. Um dos motivos é que quase metade deles farão a estreia no maior estadual do Brasil nesta temporada.

Principais vencedores do futebol paulista, Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo terão como comandantes Vagner Mancini, Abel Ferreira, Ariel Holan e Hernán Crespo. Desses, apenas Mancini já comandou no estadual. O português Ferreira substituiu Luxemburgo, maior vencedor do torneio, após o título estadual palmeirense em 2020, enquanto os outros dois devem fazer suas estreias no futebol brasileiro exatamente na rodada de abertura do Paulistão.

Doriva, último técnico campeão por um time do interior – Ituano, em 2014 -, servirá apenas de inspiração para os outros 12 comandantes. Pintado, técnico da Ferroviária em 2021, é quem mais vezes disputou o Paulistão. Desde que estreou pelo Atlético Sorocaba, em 2005, ele já participou de 10 edições. Outro experiente é Paulo Roberto, que pelo segundo ano consecutivo dirige o Santo André e chegará à sua sexta participação. O mais longevo por um mesmo clube, porém, é Vinícius Bergantin, que comanda o Ituano desde o Paulistão 2018.

Festival de estreantes
Além dos três estrangeiros comandantes de Palmeiras, São Paulo e Santos, mais quatro técnicos comandarão no Paulistão pela primeira vez. Alan Aal, que chega ao Guarani após acesso com o Cuiabá na Série B, além de Edson Vieira, bastante conhecido nas divisões menores e que dirigirá o São Bento, e Wilson Júnior, aposta do São Caetano. Escolhido pela Ponte Preta, Fábio Moreno comandou a equipe interinamente por um jogo em 2020. Nesta temporada, ele estreia como comandante de fato.

Confira abaixo os 16 técnicos que iniciam a competição (em destaque o número de participações anteriores):
Dos 16 técnicos que iniciam o Paulistão 2021, sete são estreantes